A revista Afro-Ásia é uma publicação semestral do Centro de Estudos Afro-Orientais e da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, dedicada, sobretudo, a temas afro-brasileiros, africanos e asiáticos. Essa publicação dedica-se à divulgação de estudos relativos às populações africanas, asiáticas e seus descendentes no Brasil e alhures. A revista preenche destacado espaço na vida cultural brasileira, pois ainda é um dos poucos periódicos nacionais inteiramente dedicados a temas afro-brasileiros e africanos. Visa promover a reflexão e o debate acadêmico sobre temas relacionados com a história da escravidão, as relações raciais e os complexos processos de construção identitária. Assim como produzir referências significativas para uma ação sócio-política progressista, orientada para o combate às desigualdades étnico-raciais na sociedade.

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The Globethics.net library contains articles of Afro-Ásia as of vol. 1(1965) to current.

Recent Submissions

  • Uma visão enviesada da organização do tráfico na Costa dos Escravos da África Ocidental

    Silva Jr., Carlos da; Universidade Estadual de Feira de Santana (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Ser ou não ser japonês? Um processo identitário em construção

    Capuano de Oliveira, Adriana; Universidade Federal do ABC - UFABC; Yura, Danielle; Universidade Federal do ABC Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    Este artigo analisa os processos identitários vivenciados pelos imigrantes japoneses no Brasil no século XX, ressaltando o período de privações e discriminações enfrentadas por eles durante a Segunda Guerra Mundial. A marginalização dos japoneses acarretou a união desses imigrantes em torno de associações de caráter ultranacionalistas, como a Shindo Renmei. Essa conjuntura fortaleceu ainda mais o sentimento de ser um japonês que vive no Brasil, mas é um súdito fiel e leal às autoridades japonesas. Décadas mais tarde, quem perderia a guerra – dessa vez econômica – seria o Brasil, e os descendentes de japoneses viviam o fluxo inverso de seus pais e avós. Contudo, enquanto no Brasil são tratados como “japoneses”, no Japão vivem a estranha experiência de serem brasileiros com “cara de japonês”. O artigo está alicerçado em pesquisas teórico-empíricas das autoras que trazem à tona questões relevantes, como o impacto das restrições, censura na formação de identidades e o dinamismo do sentimento de pertencimento, que molda-se de acordo com o contexto histórico que o representa.  
  • Negra ou pobre? Migrante ou despejada? Carolina de Jesus e o enigma das classificações (1937-1977)

    Barone, Ana Cláudia Castilho; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    A desigualdade urbana em São Paulo tem sido majoritariamente debatida como decorrência de diferenças econômicas na disputa pelo espaço. A obra de Carolina Maria de Jesus, no entanto, oferece indícios de que, além da pobreza, deve-se acrescentar o componente racial como fator operador dessa desigualdade. A trajetória descrita pela escritora é recuperada neste artigo como instrumento de legibilidade para o problema racial implicado nas ações de remoção de favelas nessa cidade. Os escritos de Carolina de Jesus oferecem um registro singular do período, do ponto de vista de alguém que vivenciou por dentro as políticas de desfavelamento em São Paulo. Confrontam-se os múltiplos significados do léxico empregado em sua obra com as práticas do poder público para as políticas habitacionais do período, permitindo entrever a distância entre as justificativas dadas para essas operações e as efetivas circunstâncias que as condicionaram.  
  • As origens dos Mardi Gras Indians de Nova Orleans em contexto atlântico

    Brasil, Eric; Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) – campus dos Malês (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Duas abordagens sobre o escravismo e o comércio de escravos em Angola

    Acioli, Gustavo; Universidade Federal Rural de Pernambuco (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Ira Berlin (New York, 1941 – Washington DC, 2018)

    Grinberg, Keila; Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Raça e cidadania no pós-abolição maranhense (1888-1889)

    Universidade de São Paulo; Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo; Gato, Matheus; Universidade de São Paulo (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    A emancipação dos últimos escravos afro-brasileiros foi sancionada numa só penada, mas chegou de diversas maneiras ao norte e ao sul país, conforme o desenvolvimento da economia e sua função no sistema agroexportador, a preponderância ou não da população negra e mestiça nas províncias, cidades, comarcas e povoados, a importância do trabalhador livre nas diferentes agriculturas escravistas, a presença do incentivo estatal ou privado em favor da imigração estrangeira europeia ou asiática, o atraso ou modernização do sistema produtivo da grande lavoura, a força política do latifúndio no pós-abolição, e a relevância dos estados e regiões na condução da política brasileira. O presente artigo visa caracterizar o imediato pós-abolição maranhense tendo em vista a luta social em torno da liberdade, a legitimação de estratégias de domínio senhorial e a categorização racial enquanto critério de subordinação de grupos. Utilizo para esse fim dados primários coligidos nos jornais maranhenses e outros documentos de época correlacionando-os às descobertas da antropologia social do campesinato e da historiografia da escravidão para caracterizar a construção da cidadania negra na periferia do norte agrário brasileiro.
  • Os negócios globais de uma companhia colonial: a Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba e os negócios da China (1759-1783)

    Universidade de São Paulo; Ministério da Educação; CAPES; Dias, Thiago Alves; UPE/Campus Petrolina (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    A Companhia Geral de Pernambuco e Paraíba, sociedade mercantil formada com capital acionista e com intervenção diretiva e financeira da Coroa portuguesa, foi fundada em 1759 por negociantes portugueses com apoio do Marquês de Pombal e operou entre 1760 e 1780, em regime de monopólio comercial no Norte do Estado do Brasil, ou seja, nos territórios de Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande e Ceará. Com negócios em escala global de produtos americanos como o açúcar, pau-brasil e couros, essa companhia operou importantes mudanças no cenário mercantil colonial, notadamente na região em que deteve o monopólio comercial durante seus vinte anos de funcionamento, como preceituava seus estatutos. Depois de 1780, mesmo com a perda do monopólio, a Companhia não deixou de existir, tendo atuado na cobrança de dívidas dos negociantes na colônia, assim como na realização de negócios, com capitais próprios, como foi o caso de sua primeira viagem mercantil para a China. Este artigo visa analisar, a partir de uma perspectiva institucionalista, aspectos formais da formação e do funcionamento dessa companhia até o momento de realização de sua empreitada mercantil privativa na China, contribuindo para o debate sobre o papel do endividamento, do adiantamento da mão de obra escrava enquanto crédito e da rentabilidade dos negócios coloniais no aperfeiçoamento e giro do capital dos negócios mercantis europeus. 
  • A formação, resistência e identidade da comunidade quilombola dos Candendês

    Melo, Renato Silva; UEMG (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    Este artigo falará sobre os quilombolas dos Candendês, comunidade situada na localidade do Ponto Chique do Martelo, distrito de Barbacena, Minas Gerais. Busca-se reconstituir aspectos da história silenciada dos Candendês, pois os silêncios dos vencidos são reveladores dos mecanismos de manipulação da memória. Na formação de quilombos estava a luta contra a intransigência de senhores que desrespeitavam os ganhos que os escravos começaram a considerar como direitos. Por conseguinte, a região de Barbacena se caracterizou pela presença de pequenos plantéis de escravos adquiridos no tráfico interprovincial. Mostra-se que o território dos Candendês teve o reconhecimento pelo Estado ao delimitar as áreas de fronteiras em 1911. E, amparando-se na documentação e nas leis, pode-se afirmar que os Candendês são os legítimos herdeiros daquelas terras da região mineira.  
  • A escrita como mortalha numa Ruanda de “Mães-Coragem”

    Silva, Fabiana Carneiro da; Universidade Federal do Sul da Bahia (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Estratégias e influências das comunidades de muçulmanos e baneanes em Moçambique: um estudo através da legislação sobre a posse de escravos (1727-1752)

    CNPQ; Farrer, Guilherme; Mestrando em História Social da Cultura na Universidade Federal de Minas Gerais (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    Este artigo analisa as estratégias e a dinâmica de influência entre as comunidades de muçulmanos e baneanes em Moçambique através do estudo da legislação sobre a posse de escravos entre 1727 e 1752. Mostram-se indícios dos motivadores Índicos para a elaboração desta legislação e para sua revisão e questionamento – sobretudo um temor pela influência omanita em Moçambique –, concluindo-se pela compatibilidade da importância dos comerciantes muçulmanos e baneanes em suas reivindicações, a dependência econômica do papel destes pela esfera portuguesa, e a pouca eficácia na aplicação destas leis mesmo em locais onde a presença administrativa lusitana seria marcante, como era o caso da Ilha de Moçambique. 
  • Racismo, racismos: ainda há muito que dizer

    Neto, José Maia Bezerra; Universidade Federal do Pará (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • Conceição Evaristo: da mulher negra à escritora

    Silva, Elen Karla Sousa da; Doutoranda em Estudos de Literatura no Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS.; Cardoso, Sebastião Marques; Doutor em Teoria e História Literária (2006) pela Universidade Estadual de Campinas. Professor Teoria da Literatura do Departamento de Letras Estrangeiras, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN. (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    Imersa na vivência dos negros, a literatura afro-brasileira descreve peregrinações, desencantos, sonhos, deslocamentos, trânsitos, encruzilhadas, errâncias e exílios; denuncia a exclusão do afrodescendente; evidencia a relação subalterna do negro em relação ao branco; e expõe tradições africanas emudecidas em nossa cultura. Nesse contexto, acreditamos que a literatura afro-brasileira não é uma concepção desenvolvida isolada do contexto da literatura denominada canônica, contudo requer outra problematização e necessita ser compreendida como um sistema heterogêneo, de movimentos de rupturas, ressignificações e afirmações. Desse modo, os escritores afrodescendentes intencionam, em suas produções, retomar temáticas relacionadas às suas ascendências e vivências, marcadas pela amargura de um ambiente que aparenta não lhes pertencer. Conceição Evaristo, através de Ponciá, consegue dar fala aos derrotados, que descobrem na literatura uma das escassas aberturas para a construção de uma nova realidade. Por fim, a autora é representante de uma escrita que não se limitada a lamentos, mas traz aflições, perturbações sobre questões referentes à identidade negra, escravidão, racismo, pertencimento étnico-racial autoral e ficcional, afetos, ancestralidade, errância, diáspora, corpo negro, religiosidade, branquitude, negritude e memória, uma literatura empenhada com as origens e os valores culturais afro-brasileiros e/ou africanos.   
  • Escravos vão à justiça na Bahia setecentista

    Hora, Raiza Cristina Canuta da; Universidade do Estado da Bahia (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
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  • A cara da escravidão e a cara da liberdade: honra e infâmia (Corte do Brasil, 1809-1833)

    CNPq, FAPERJ, Ana Paula Souza Rodrigues Machado; Ferreira, Roberto Guedes; Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; Boscaro, Ana Paula; Universidade Federal de Juiz de Fora / Doutoranda em História (Universidade Federal da Bahia, 2020-02-22)
    Referente ao Sul-Sudeste escravista do Brasil nas três primeiras décadas do século XIX, o artigo aborda assunto pouco conhecido pela historiografia: literalmente, a cara da escravidão e a cara da liberdade. A construção da face nesta sociedade escravista estava relacionada à infâmia da escravidão e à honra da liberdade, o que levou a diferentes percepções/classificações dos rostos por agentes da Polícia da Corte do Brasil. Protagonistas de suas aparências, homens livres, forros e escravos, de diferentes naturalidades, tiveram seus “retratos falados” descritos conforme suas condições jurídicas, origens e faixas etárias. Eram homens em trânsito que saíam do Rio de Janeiro para vários destinos. A barba era um atributo crucial para atestar honra-liberdade, e sua ausência ou pouco volume caracterizavam faces escravas. Para aferir a hipótese, utilizamos despachos de escravos e passaportes de viajantes emitidos pela Polícia da Corte entre os anos de 1809 a 1833, cruzados a gravuras de viajantes e dicionários de época. 
  • Escravidão na terra do cacau

    Mahony, Mary Ann (Universidade Federal da Bahia, 2018-09-05)
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  • Relações de gênero e etnicidade no trabalho do mercado

    Popinigis, Fabiane (Universidade Federal da Bahia, 2018-09-05)
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  • Memórias do cativeiro, jongo e cidadania em Pinheiral

    FAPERJ; CNPq; Simonard, Pedro; Centro Universitário Tiradentes/UNIT; Borges, Ana Carolina Silva; Programa de Graduação e Pós-Graduação de História da UFAL (Universidade Federal da Bahia, 2018-09-05)
    O território jongueiro de Pinheiral é conhecido em todo o Brasil pelo seu jongo e pelas atividades socioeducativas que buscam preservar e transmitir as tradições afro-brasileiras dos habitantes dessa cidade, além de trabalhar a autoestima de jovens e adultos. A memória do tempo do cativeiro na cidade de Pinheiral vem sendo construída pelas lideranças jongueiras a partir da seleção e da valorização de certos elementos, sendo utilizada como uma ferramenta para combater a exclusão social, desenvolver uma nova identidade performativa e estratégias políticas e sociais que busquem garantir os direitos políticos e o acesso a políticas de reparação. Para que isso aconteça, a escravidão é constantemente redefinida e ressemantizada, tornando-se uma fonte de orgulho para os descendentes dos escravizados. O jongo é o ponto de partida para que todas essas ações ocorram. Os jongueiros de Pinheiral conseguiram organizar um ponto de cultura no qual montaram uma estrutura que lhes permite realizar seus projetos.Palavras-chave: Jongo - escravidão - memória - ação afirmativa - tradição.
  • Trouillot, o Caribe e a antropologia

    Mello, Marcelo Moura; Pires, Rogério Brittes W. (Universidade Federal da Bahia, 2018-09-05)
    Neste texto, Michel-Rolph Trouillot (1949-2012) procede a uma revisão bibliográfica crítica da produção caribeanista, focando, sobretudo, em trabalhos publicados em língua inglesa entre meados da década de 1970 e 1992. O ensaio se organiza em torno de três grandes temas e suas ramificações: heterogeneidade, historicidade e articulação, este último relativo à natureza e aos limites das unidades de observação ou de análise. No artigo, Trouillot trata tanto do Caribe, tal como visto pela antropologia, quanto da antropologia, tal como vista a partir do Caribe, e discute, também, a questão do estatuto epistemológico dos discursos nativos na disciplina.Palavras-chave: teoria cultural - sociedades complexas - história - vozes nativas - unidades de análise.A região do Caribe. Uma fronteira aberta na teoria antropológicaMichel-Rolph Trouillot

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