O periódico Cadernos de História da Educação tem periocidade quadrimestral, com publicação de aproximadamente quarenta e cinco artigos anualmente. Os autores são pesquisadores brasileiros e estrangeiros da área de História da Educação, vinculados a diferentes instituições universitárias no país e no exterior. O periódico está classificado no estrato A2 do Qualis/Capes (Área de Educação, 2013-2016). O fluxo de recebimento de propostas é contínuo, com possibilidade de submissão de originais redigidos em português, inglês, espanhol, francês e italiano, com foco específico na área de História da Educação. O conteúdo publicado no periódico interessa principalmente aos estudiosos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros vinculados à temática da História da Educação, mas, também, a todos aqueles que se preocupam em conhecer os avanços do conhecimento no âmbito das Ciências Humanas. O periódico não cobra qualquer valor dos autores para submissão, processamento e publicação dos artigos.

News

The Globethics.net library contains articles of the Cadernos de História da Educação as of vol. 2(2003) to current.

Recent Submissions

  • O método da igualdade: Jacotot e a experiência do ensino universal no contexto da Revolução Francesa

    Crislaine Santana Cruz; Silvana Aparecida Bretas (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Esse texto tem como propósito apresentar a vida e obra do fundador do Ensino Universal, Joseph Jacotot (1770-1840); bem como analisar os aspectos históricos e filosóficos de seu método educativo, a fim de apresentar uma compreensão preliminar de suas ideias acerca da educação nos anos iniciais do século XIX, em que se fortalecia o pensamento pedagógico que deu origem a educação moderna. O método do Ensino Universal, também conhecido como método da emancipação intelectual, se baseia nos princípios de que: 1) Todos os homens têm inteligência igual; 2) Todo homem recebeu de Deus a faculdade de ser capaz de se instruir; 3) Podemos ensinar o que não sabemos; 4) Tudo está em tudo; e, se oporá ao pensamento educativo da época por acreditar na opinião de que todas as inteligências são iguais e de que não se atingirá a igualdade entre os homens, pretendida pela Revolução Francesa, com a criação de instituições de ensino e com a formação de mestres explicadores, mas somente dando a cada homem o poder de reconhecer sua capacidade intelectual. Esta pesquisa se baseia no referencial teórico do materialismo histórico-dialético.
  • A criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo na Era Vargas: debates e circulação de ideias

    Lara Rodrigues Pereira (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    O artigo que segue trata da criação do Instituto Nacional de Cinema Educativo (INCE), órgão gestado durante o primeiro governo Vargas e que foi inaugurado em 1936. A escolha do administrador do INCE, Roquette-Pinto, foi contextualizada durante o texto, algo que ajudou a explicar certos aspectos científicos alocados nos filmes do Instituto. Trago como fontes, trechos do Decreto-lei n. 21.240 de abril de 1932 que instituiu o órgão, artigos assinados pelo cineasta Humberto Mauro na revista A Cena Muda, recortes de discursos de autoridades políticas e pensadores da educação do período. Esses documentos apontaram para o alinhamento entre cinema educativo e propaganda política, além de trazerem à tona elementos vinculados a uma moral religiosa católica, cuja premissa foi moldar as narrativas cinematográficas produzidas por todo o cinema brasileiro do período, sobretudo o educativo.
  • A constituição técnica e teórica do Repositório Digital Tatu

    Simôni Costa Monteiro Gervasio; Alessandro Carvalho Bica; Tobias de Medeiros Rodrigues (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Este artigo tem como objetivo problematizar uma iniciativa desenvolvida no âmbito do projeto de pesquisa “Educação, História e Políticas na região de abrangência da Universidade Federal do Pampa” e refere-se, especialmente, ao processo de criação e desenvolvimento de um repositório digital. A proposta de criação de um espaço virtual capaz de armazenar e compartilhar acervos apoia-se na necessidade de preservação das fontes e possibilidade de acesso para diversos pesquisadores interessados em explorar as possibilidades contidas nos documentos, revistas, periódicos educacionais e outros materiais pertencentes ao acervo. Assim, este artigo trata do percurso de criação deste repositório digital, passando pelo processo de tratamento das fontes, sua digitalização e organização do repositório que pode ser acessado por meio do endereço eletrônico http://sistemas.bage.unipampa.edu.br/tatu/, destacando o potencial no intercâmbio entre áreas como a tecnologia da informação, educação e história, para a criação de soluções versáteis.
  • Apontamentos sobre o testemunho infantil na historiografia da Educação (Brasil, Séculos 19 e 20)

    Juarez José Tuchinski dos Anjos (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Em se tratando de tentar ouvir a voz da criança do passado, a que tipos de testemunhos infantis têm recorrido os historiadores e historiadoras da educação brasileira? Oferecer alguns apontamentos em torno dessa questão é o objetivo deste artigo. O recorte cronológico adotado transita entre os séculos 20 e 19. Em termos metodológicos, visita três campos historiográficos, entre os quais há intersecção e cruzamento de interesses em torno da criança no passado: o da historiografia da infância, o da historiografia da cultura sobre o Brasil e o da historiografia da educação propriamente dita. As conclusões apontam que, a depender do período estudado, variam as fontes disponíveis. Para o século 20 têm sido utilizadas, recentemente, escritas infantis, documentos produzidos pela própria criança (cadernos escolares ou correspondências). Já para o século 19, os egodocumentos são as fontes que, mesmo indiretas, permitem acessar as experiências da criança brasileira daquela época.
  • História e Educação: as instituições escolares dominicanas-anastasianas em Goiás

    Cesar Evangelista Fernandes Bressanin; Maria Zeneide Carneiro Magalhães de Almeida (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    O objetivo do estudo aqui proposto é apresentar a trajetória histórica das instituições escolares dominicanas-anastasianas no estado de Goiás, entre o final do século XIX e a década de 1960. Aportado numa pesquisa bibliográfica e documental, a partir dos estudos sobre história das instituições escolares e dos pressupostos da História Cultural, o texto explicita a filosofia educativa da Congregação das Irmãs Dominicanas de Nossa Senhora do Rosário de Monteils, de origem francesa, que instalou-se no Brasil em 1885 e suas fundações no estado de Goiás no recorte temporal citado. Sem considerar as especificidades destas instituições escolares, o trabalho traça o itinerário das mesmas e suas contribuições para a história da educação goiana.
  • As recomendações internacionais (BIE e Unesco), a Lei Orgânica do Ensino Normal e formação de professores no Paraná (1946-1961)

    Maria Elisabeth Blanck Miguel (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Este artigo trata da formação dos professores no Paraná, suas relações com a Lei Orgânica do Ensino Normal (1946), as recomendações do Bureau internacional da Educação (BIE) de 1934 a 1947 e UNESCO, no período de 1946 a 1961. Esta formação no Paraná adequou-se à Lei Orgânica do Ensino Normal de 02/01/1946, que se orientava pelas recomendações do BIE, ratificadas pela UNESCO a partir de sua constituição. Busca-se perceber como essas políticas para formação de professores (PR), articularam-se às políticas nacionais atendendo às recomendações do BIE. Os resultados apontam para as relações entre a Lei Orgânica do Ensino Normal (1946), as Recomendações do BIE e posteriores recomendações da UNESCO. O artigo mostra como as medidas tomadas pelo Secretário de Educação e Cultura do Paraná (1949-1951), procuraram atender às Leis Orgânicas, quanto à formação de professores para o ensino primário, nas zonas rurais e centros urbanos.
  • Programas para la educación rural en el norte de la provincia de Entre Ríos (Argentina, 1978-2018)

    Eva Mara Petitti; María Emilia Schmuck (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    El artículo se propone examinar los cambios y las permanencias así como las coexistencias y superposiciones entre los principales programas orientados a la educación rural que se implementaron en la provincia argentina de Entre Ríos y especialmente en el norte, a lo largo de cuatro décadas durante las que se sucedieron diferentes gobiernos, tanto dictatoriales como democráticos (1978-2018). Para ello consultamos normativas nacionales y provinciales, documentos y registros elaborados en el marco de los diferentes programas estudiados, así como también recuperaremos entrevistas y parte del trabajo de campo etnográfico de una investigación previa. A lo largo del trabajo distinguimos cinco programas que en mayor o menor medida, según los casos, han estado superpuestos tanto en lo que respecta a los momentos de inicio y cierre, como a los actores que participaron en los mismos. Mostramos que sus objetivos fundamentales y su organización han sido construidos de manera articulada.
  • Ginzburg na oficina do historiador da educação: algumas considerações metodológicas

    Thiago Borges de Aguiar; Paula Leonardi; Fernando Antonio Peres (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Neste artigo, refletimos sobre os procedimentos metodológicos empregados pelo historiador italiano Carlo Ginzburg em sua obra, apontando para como esses procedimentos podem ser usados em nossas pesquisas na área de história da educação. Partimos de dois artigos que trataram do paradigma indiciário no campo da história da educação a partir das categorias de distância e estranhamento e das relações entre verdade e linguagem. Propomos pensarmos nossas pesquisas a partir da densidade literária, diálogo interdisciplinar e tratamento das fontes. Compreendemos que a pesquisa em história da educação inserida em um Paradigma Indiciário implica erudição, preservação da dúvida, diálogo com o olhar de outras áreas para nossos objetos de investigação, compreensão do lugar do acaso na pesquisa e assunção de uma postura de exílio em relação às fontes (e a nós mesmos) para que nosso método de leitura indiciária possa preservar o caráter de indecifrabilidade presente em toda produção cultural humana.
  • Un educador comprometido con la transformación de la educación

    Estela Socías Muñoz (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    El texto en comento es una obra que ha surgido por la unión de dos esfuerzos académicos: (i) La investigación sobre la vida y obra del sacerdote jesuita -Premio Nacional de Educación 1999-, iniciada hace algunos años por el Dr. Jaime Caiceo Escudero quien “ha escrito sobre todos los Premios Nacionales de Educación y recibió del propio padre Patricio, poco antes de su muerte, el encargo de escribir su biografía; ya en 2005 había plasmado una investigación científica sobre la vida y la obra del jesuita” (ROSSETTI ET AL., 2019, contratapa). (ii) Un grupo de académicos que trabajaron con el fundador del Centro de Investigación y Desarrollo de la Educación -CIDE- en la misma institución en diversas labores de investigación y publicación; ellos son Francisco Álvarez Martín, Cecilia Cardemil Oliva, Leonor Cariola Huerta, Josefina Rossetti Gallardo, Rosa Saavedra Díaz, quienes deseaban dejar por escrito el significado y la importancia en favor de la educación por el sacerdote de la Compañía de Jesús, “un innovador en la educación chilena” (IBIDEM). Ellos, a su vez, invitaron al académico de la Universidad Alberto Hurtado, Pablo Andrés Toro Blanco, a fin de que escribiera el “marco sociocultural y político de la época en que vivió el padre Patricio” (IBIDEM). Esta obra consta tres capítulos. El primero, denominado “El Chile que le tocó vivir”, escrito por el Dr. Toro, quien describe y analiza con bastante propiedad histórico-cultural-educacional el período que abarca 73 años del acontecer chileno (1928-2001) en 22 páginas; una síntesis de sus reflexiones apuntan a que “Cariola acompañó con su trayecto vital el tránsito desde un Estado que buscó garantizar la educación como un derecho y como un insumo central para la transformación de la sociedad, de acuerdo a proyectos colectivos de profundas raíces históricas y utópicos propósitos (el desarrollo, el socialismo), hacia una revolución capitalista que frustró esos proyectos para depositar la soberanía de las decisiones educacionales en el mercado” (IBID, pp. 33-34).
  • Industriar o professor: uma cartografia dos cinematógrafos no Brasil (1910 a 1930)

    Luani de Liz Souza; Vera Lucia Gaspar da Silva (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Este texto apresenta dados que caracterizam a presença (física e retórica) e a circulação do cinematógrafo na escola brasileira. A documentação consultada permite construir (ou reconstruir) parte de uma narrativa que enaltece a modernidade e o progresso na educação através da invenção, fabricação e comercialização de um conjunto de artefatos, entre eles o cinematógrafo. Da narrativa da modernidade, fomentada pelas Exposições Universais, às alianças entre o setor educativo e a indústria que descobre na escola um grande mercado, vai-se construindo um mapa que retrata a presença de indústrias e representantes comerciais bem como, do próprio objeto na escola. Não menos importante é a formulação do Instituto de Cinema Educativo, suas funções e atividades e às relações comerciais estabelecidas com as indústrias internacionais de cinematografia. A narrativa dos conteúdos escolares estaria assim balizada por interesses da indústria e seus aliados e porta-vozes que irão defender a necessidade de industriar o professor.
  • A trajetória das ideias políticas de Alceu Amoroso Lima: da contrarrevolução ao modernismo católico (1928-1938)

    Rodrigo Augusto de Souza (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Este artigo procura realizar uma análise da trajetória das ideias políticas de Alceu Amoroso Lima (1893-1983). O recorte temporal contempla o período de 1928 a 1938. Na investigação, parte-se do fenômeno de sua conversão ao catolicismo até o início do seu contato com as ideias de Jacques Maritain (1882-1973). Considera-se que nesse período Alceu Amoroso Lima começou uma mudança de posição política. Esse processo foi acompanhado de uma significativa transformação de suas ideias políticas. Assumindo a condição intelectual católico, Amoroso Lima engajou-se na militância contrarrevolucionária advinda da influência de Jackson de Figueiredo (1891-1928) sobre o seu pensamento. Mas, após o contato com as ideias de Maritain, mudou de posicionamento político, assumindo a democracia cristã como doutrina política para a sua militância no catolicismo.
  • História da Educação em perspectiva transnacional

    Carolina Mostaro Neves da Silva (Universidade Federal de Uberlândia, 2021-04-01)
    Nos últimos anos, é crescente o interesse por abordagens transnacionais no campo historiográfico. Diante da frequência com que o termo tem aparecido em títulos de livros, artigos e palavras-chave, Struck, Ferris e Revel (2011) levantam a possibilidade de a história transnacional representar uma mudança metodológica significativa na historiografia, tal como aconteceu com a história social, a partir dos anos de 1950, e com a micro-história, nos anos de 1970 e 1980. Não surpreende, portanto, que venha recebendo atenção de pesquisadoras e pesquisadores do campo da História da Educação, que, pelo menos desde os anos oitenta, têm buscado o alinhamento e o diálogo com a historiografia. Demonstrando o potencial das abordagens transnacionais para investigações que tomam como tema a educação e a escola, em suas múltiplas perspectivas e interfaces, foi recentemente publicado, em formato E-book, pela Fino Traço Editora, o livro Sujeitos e Artefatos: territórios de uma história transnacional da educação, organizado por Diana Vidal. A obra é parte da Coleção Estudos Brasileiros, do Instituto de Estudos Brasileiros, e resultado de um conjunto de pesquisas que, desenvolvidas no âmbito do projeto temático Saberes e práticas em fronteiras: por uma história transnacional da educação (1810-...), privilegiam os movimentos, a circulação, os intercâmbios de sujeitos e objetos elucidativos de experiências e processos educacionais, ao longo dos séculos XIX e XX .
  • Instrução agrícola, saúde, higiene e moralização dos costumes na Cartilha do agricultor

    Joaquim Tavares Conceição; Aristela Arestides Lima (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    Este artigo apresenta uma compreensão historiográfica da Cartilha do agricultor, evidenciando aspectos de sua materialidade, circulação e apropriações no ensino agrícola. Quanto ao conteúdo, analisa instruções da agricultura científica e padrões de higienização e moralização dos costumes que a obra almejou incutir entre a população rural. Foram analisadas duas edições da cartilha, organizadas em cinco volumes, publicadas nos anos de 1969 e 1970 pela Secretaria da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul. Produzida com o intuito de atingir um público regional, a obra seguiu diferentes itinerários, alcançando leitores em outras regiões do Brasil. A cartilha pode ser compreendida como um manual de moralização de costumes e de inculcação de padrões higiênicos e, principalmente, como difusora de conhecimentos agronômicos, com o propósito de forjar um agricultor produtivo e moralizado segundo os padrões vigentes.
  • Francisco Alves da Silva Castilho: um professor na invenção da Escola Brasileira oitocentista

    Angélica Borges; Giselle Baptista Teixeira (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    Neste artigo analisamos aspectos da trajetória de um professor público primário da Corte, Francisco Alves da Silva Castilho, que lecionou por aproximadamente 38 anos (1849-1887), com intuito de propiciar uma reflexão acerca dos diferentes papéis desempenhados pela docência na invenção da “Escola brasileira” Oitocentista e do próprio magistério. Castilho tornou-se autor de livros, escreveu em periódicos, participou de Conferências Pedagógicas e de associações que indicam diferentes modos de inserção na sociedade. O estudo usa as contribuições de Antonio Nóvoa, Escolano Benito e Edward Thompson no que se refere ao processo de profissionalização docente; à configuração da história escolar e do magistério; e ao conceito de experiência, para se pensar a constituição da trajetória docente. A investigação utilizou documentos manuscritos do Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, relatórios da Inspetoria Geral de Instrução, manuais escolares e periódicos localizados na Biblioteca Nacional.
  • Alguns subsídios para a compreensão da educação de surdos espanhola: indícios históricos e legais

    Daiane Natalia Schiavon; Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    A educação de alunos surdos se tornou um tema muito importante nas discussões acadêmicas de vários países e, perpassando tais debates, evidencia-se o contexto histórico e legal emergente dos mesmos. Este caráter internacional possibilita uma perspectiva de aproximação entre diferentes contextos, em especial no espanhol, dado que foi neste cenário que se iniciou a educação de surdos. Desse modo, esta pesquisa objetivou oferecer subsídios históricos e legais para a compreensão da educação de surdos espanhola, além de caracterizar as abordagens comunicativas presentes nesse contexto. Utilizamos a pesquisa bibliográfica e documental enquanto caminho metodológico para este estudo. Os resultados apontaram o intenso debate em torno das políticas públicas voltadas para este alunado e das modalidades linguísticas utilizadas em seu processo educativo e, por isso, consideramos a importância do equilíbrio entre os distintos posicionamentos.
  • Divertimentos e educação do corpo no protestantismo de Benjamin Franklin (1682 -1791)

    Narayana Astra Van Amstel; Evelise Amgarten Quitzau; Marcelo Moraes e Silva (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    O artigo tem como objetivo compreender os elementos que caracterizaram a postura do protestantismo norte-americano em relação aos divertimentos e à educação do corpo. Apesar de existirem muitas obras sobre Benjamin Franklin poucas exploraram a relação das suas contribuições com uma prescrição sobre os divertimentos e educação do corpo. As fontes utilizadas foram legislações da Pensilvânia e os escritos de Franklin. As análises evidenciam que, se por um lado as leis constituíam um quadro de condenação da ociosidade e dos divertimentos, por outro, os escritos trazem observações favoráveis a atividades como o xadrez e práticas físicas, justificando estes divertimentos a partir de uma moral utilitarista.
  • A educação do corpo no Grupo Escolar João Alcântara em Porteirinha/MG e sua interface com o projeto católico

    Wilney Fernando Silva; Armindo Quillicci Neto (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    A proposta deste artigo é investigar a influência da Igreja Católica nas práticas corporais do Grupo Escolar João Alcântara, em Porteirinha/MG, entre 1930 a 1945. Para a Igreja, a educação foi uma poderosa estratégia no que diz respeito à expansão e à manutenção da sua hegemonia, e, por meio da sua doutrina, ela propôs a educação corporal de crianças, jovens e mulheres para que pudessem somar forças à religião. Para a constituição dessa tarefa, foi realizada a análise de fontes documentais em livros de reuniões de professores, recortes de jornais, fotografias, livros do tombo de diversas paróquias e legislação educacional. Como resultado, pode-se afirmar que a educação do corpo dava suporte à educação da mente e da moral. Com isso, o esporte passou a ser um aliado interessante para uma proposta de um Estado e de uma Igreja que se diziam, dentro dos seus domínios, unitários, fortes e fundamentais.
  • Memórias de gestores de escolas rurais durante a Ditadura Civil-Militar brasileira (1964-1985)

    Darciel Pasinato (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    O objetivo do artigo é investigar as memórias de gestores das Escolas Aníbal Magni e Frei Anselmo, localizadas no interior do município de Selbach, no norte do Rio Grande do Sul, no período que compreende a Ditadura Civil-Militar brasileira entre 1964 e 1985. Estudando as vinculações estabelecidas entre as instituições e os procedimentos pelos quais as representações da institucionalização destas escolas foram estabelecidas, é que se pode perceber e entender atitudes e condutas históricas produzidas coletivamente. Com foco no eixo das instituições escolares, tem a Memória como pressuposto teórico e utiliza a metodologia da História Oral. Por fim, no que diz respeito ao perfil dos gestores escolares, prevalece o foco no pedagógico, dado que os gestores eram responsáveis por conduzir questões de ensino e aprendizagem, ao lado dos docentes. Consideremos que os gestores colaboraram com a educação das comunidades onde atuaram, tornando-se evidente nas narrativas de memória, no reconhecimento que recebem dos seus ex-alunos.
  • Reformas da educação e trabalho no Brasil: um breve histórico do ensino em migalhas

    Lilian Fávaro Alegrâncio Iwasse; Renan Bandeirante Araujo; Amanda Cristina Ribeiro (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    Neste artigo, analisam-se as reformas da educação pública no Brasil e sua relação com as transformações do mundo do trabalho. Discorre-se sobre a tese que alinhou a educação ao processo civilizatório, discussão suscitada pelo Manifesto dos Pioneiros de 1932 e logo interrompida pela adoção do pragmatismo tecnicista que, incipiente, orientou as reformas promovidas por Gustavo Capanema. A considerar os constrangimentos típicos das nações de desenvolvimento capitalista tardio, tem-se que as reformas da educação atendem aos imperativos dos processos produtivos e das novas técnicas de gestão de pessoas. Dessa forma, ao oferecer um ensino profissionalizante ou regular, aligeirados, este deve adequar-se à criação de uma força de trabalho necessária, daí a razão pela qual os conceitos como habilidades e competências estão a matizar a atual Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio. Para fundamentar o artigo, apoiou-se no referencial bibliográfico, fontes documentais e legislação sobre o tema.
  • Sons da alfabetização no Brasil Império: atualidade de Castilho e Jacotot

    Suzana Lopes de Albuquerque; Carlota Boto (Universidade Federal de Uberlândia, 2020-11-01)
    Ao indicar a “instrução fônica sistemática” como um de seus princípios norteadores, a Política Nacional de Alfabetização – PNA (2019) ressoa uma latente discussão metodológica imperial que perpassava as querelas entre as marchas sintética e analítica no ensino da língua materna. Esse artigo apresenta as matrizes do método fônico, criado pelo português António Feliciano de Castilho (1855), e do método analítico do Ensino Universal, criado por Joseph Jacotot (1834), que circularam e geraram embates em solo brasileiro no século XIX. Restringir as divergências do processo de alfabetização ao aspecto metodológico da adoção dessas marchas reitera o viés tecnicista desacoplado do contexto social, histórico, político e cultural dos sujeitos envolvidos.

View more