• A administração dos bens e o desafio libertário de Nozick

      Sahd, Luiz Felipe N. A. S. (Universidade Federal de Santa Catarina, 2009-07-14)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n1p103O presente artigo tem como objetivo reconstruir argumentos centrais desenvolvidos por Robert Nozick acerca das posições extremas que não diferenciam Estado-providência e Estado totalitário na política dos libertarianos norte americanos. O artigo estabelece a trama conceitual implicada na teoria fi scal, em especial as regras que mantêm a máquina administrativa funcionand
    • A análise agostiniana da mentira

      CNPq; Sautter, Frank Thomas (Universidade Federal de Santa Catarina, 2013-12-01)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2013v12n2p193Critico a reconstrução de Gareth Matthews da análise agostiniana da mentira, e forneço uma reconstrução alternativa.
    • A concepção arendtiana de ação humana, a partir de um fragmento de atígona, de sófocles

      Schio, Sônia Maria (Universidade Federal de Santa Catarina, 2009-08-08)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n2p271Na preocupação política de Hannah Arendt, a ação está sempre em “foco”, devido a sua relevância. Aomesmo tempo, as obras da Antiguidade marcam presença nos textos arendtianos visando a explicitar asexposições teóricas. Neste sentido, a partir de um fragmento da Antígona, de Sófocles, citado por ela,busca-se compreender a articulação que a Autora elabora entre o fi losófi co e o poético. O complementoé buscado nas concepções aristotélicas, em especial, com o objetivo de esclarecer e aprofundar a análisedo pensamento de Arendt.
    • A concepção de justiça penal na Doutrina do Direito de Kant

      Santos, Robinson (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-03-29)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2011v10n3p103Em sua teoria da justiça penal, Kant define a lei da punição como “um imperativo categórico”. Esta lei, segundo ele, não pode ser imposta com outro interesse que não seja a mera penalização, isto é, a retribuição do crime cometido. Nem a intimidação dos criminosos, nem alguma vantagem ou proveito para a sociedade ou, até mesmo, em favor do indivíduo penalizado podem ser associadas à punição. O presente trabalho visa examinar a base sobre a qual Kant apóia seus argumentos na defesa deste princípio.
    • A Critical Concept of Injustice: Trichotomy Critique, Explanation, and Normativity

      Hrubec, Marek (Universidade Federal de Santa Catarina, 2014-06-16)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2014v13n1p50The article deals with an issue of a critical concept of injustice. It concentrates on injustice by focusing on three fundamental elements of Critical theory of society: critique, explanation, and normativity. Firstly, it clarifies the need for critical social criticism to have an internal character. Secondly, it concentrates on relations between individual elements of the above-mentioned trichotomy, and stresses the consequences of such an analysis for a Critical social theory. It shows that only an articulation of all three elements in their mutual constitutive relations will enable to work out a critical concept of in/justice.
    • A critique of three recent studies on morality´s demands: Murphy, Mulgan, cullity the issue of cos

      Philip, Jos (Universidade Federal de Santa Catarina, 2010-12-16)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2008v7n1p1This paper critically discusses three studies about the question of how much morality may demand of moral agents. These studies may together constitute the most prominent literature about this question to emerge in recent years. In reverse order, they are: Garrett Cullity’s The Moral Demands of Affluence (Oxford, 2004), Tim Mulgan’s The Demands of Consequentialism (Oxford, 2001), and Liam Murphy’s Moral Demands in Nonideal Theory (Oxford, 2000). The paper’s first part very briefly presents the position that these studies defend, and in addition it is argued that all three studies risk denying, for unconvincing reasons, an intuitively very plausible statement, namely that moral agents morally ought to do great good whenever they can do so at little cost to themselves. The second part of the paper then considers the critical position that the three mentioned books take towards an ‘appeal to cost to the moral agent’. Such an appeal, the details of which will be discussed in the paper, has often been prominent in arguments for limiting the demands made on moral agents. I argue that the doubts that the three studies have about this appeal, are unwarranted.
    • A desrição do fenômeno moral em Schopenhauer e Tugendhat

      Staudt, Leo Afonso (Universidade Federal de Santa Catarina, 2004-01-01)
      O artigo, na primeira parte, apresenta os pontos de convergência e divergência entre as concepções de moral de Arthur Schopenhauer (1788-1860) e de Ernst Tugendhat (1930- ). A segunda parte consiste na análise da apresentação que Tugendhat faz, em Lições sobre ética, do que denomina de ética da compaixão de Schopenhauer. Aqui, o trabalho busca contrapor à crítica de Tugendhat o sentido do sentimento de compaixão em Schopenhauer como modo de apreender, de forma imediata, a unidade do ser que se encontra na pluralidade dos eus. Com isso, é possível uma aproximação da concepção do sentido da ação moral em Schopenhauer com o escrito de Tugendhat sobre a origem antropológica da religião e da mística.
    • A ética do aprimoramento cognitivo: efeito Flynn e a falácia dos talentos naturais

      CNPq e FAPERJ; Araujo, Marcelo de (Universidade Federal de Santa Catarina, 2017-08-30)
      O debate contemporâneo sobre a ética do aprimoramento cognitivo tem se concentrado sobretudo na pergunta sobre se, e em que medida, os indivíduos deveriam ou não ter o direito a fazer uso de novas tecnologias na expectativa de aumentar suas respectivas faculdades cognitivas. A pergunta sobre se haveria uma obrigação de implementarmos o aprimoramento cognitivo dos indivíduos não tem recebido muita atenção. Neste artigo, eu defendo a tese segundo a qual o Estado tem, em princípio, a obrigação de promover o aprimoramento cognitivo dos seus cidadãos. O argumento envolve uma análise do denominado efeito Flynn e das políticas públicas para a educação de crianças superdotadas. A obrigação que o Estado tem de promover o aprimoramento cognitivo de seus cidadãos está subordinada ao conhecimento disponível sobre a eficácia e a segurança dos procedimentos para fins de aprimoramento cognitivo.
    • A ética do cuidado como alternativa à ética de princípios: divergências entre Carol Gilligan e Nel Noddings

      Kuhnen, Tânia Aparecida (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-05-02)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2010v9n3p155Este artigo apresenta uma análise crítica acerca da concepção de “ética do cuidado” proposta por Nel Noddings. O objetivo é averiguar os pontos nos quais Noddings distancia-se da abordagem teórica sobre o desenvolvimento moral de Carol Gilligan. O ponto central da divergência entre ambas situa-se no fato de que Noddings defende a proposta de uma ética do cuidado em detrimento de uma ética de princípios, ao contrário do que é sugerido por Gilligan por meio da noção de complementaridade entre as duas vozes distintas da moral por ela identificadas, a saber, a masculina e a feminina. A partir da discussão realizada, tem-se que não é possível conceber uma ética do cuidado como uma alternativa à ética de princípios com base nas pesquisas desenvolvidas por Gilligan.
    • A ética na escola de Schopenhauer: o caso de Paul Rée

      Fazio, Domenico (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-09-10)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11nesp1p87 Paul Rée (1849-1901) é conhecido sobretudo como amigo de Nietzsche. Mas Rée não é só o amigo que compartilhou com Nietzsche a infeliz paixão por Lou Salomé. Nem seus escritos filosóficos tem sentido só em relação com Nietzsche. Ele foi um filósofo moral autônomo e original e, coerentemente com suas ideias filosóficas, inspiradas no pensamento ético de Schopenhauer, médico e filantropo. Como tal, ele pode ser considerado como expoente daquela que a nova tendência da historiografia schopenhaueriana considera a escola de Schopenhauer em sentido lato.
    • A fundamentação contratualista dos direitos humanos

      Araújo, Marcelo de (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-05-27)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n3p9O contratualismo moral procura fundamentar a moralidade a partir do auto-interesse. No entanto, nem as teorias clássicas na tradição do contrato social, nem os representantes do contratualismo moral procuram oferecer uma fundamentação dos direitos humanos. O objetivo deste artigo é justamente apresentar uma tal fundamentação. Direitos humanos – essa é a tese central deste artigo – são tipos específicos de direitos morais de que os indivíduos podem lançar mão em sua relação com o Estado.
    • A fundamentação dos direitos humanos entre natureza e contrato

      da Silva, André Luiz Olivier (Universidade Federal de Santa Catarina, 2013-12-01)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2013v12n2p238O presente artigo aborda o papel do indivíduo nos programas de fundamentação dos direitos humanos, bem como a encruzilhada metodológica à qual eles estão fadados ao esbarrarem na contraposição entre natureza e contrato. Se, por um lado, alguns destes programas defendem a tese dos direitos naturais e afirmam a existência de direitos que os seres humanos possuiriam em razão de sua própria natureza e independente de qualquer convenção ou artifício; por outro, esta tese é rechaçada e substituída pelo argumento do contrato, a partir do qual os indivíduos negociam a adesão a cláusulas convencionadas por suas próprias vontades. Ambos os tipos de programas podem cair nas armadilhas metafísicas do fundacionalismo ao pressupor o mesmo marco metodológico, a saber, o indivíduo, seja a partir de um estado fictício de natureza, seja a partir de um momento prévio de negociação das cláusulas do contrato. Toda fundamentação de direitos humanos está equivocada na medida em que intenta dar razões e fundamentar direitos por meio do indivíduo-sujeito de direito, que é pressuposto como ser racional, livre e igual a todos os outros homens – e esse é o pressuposto tanto das doutrinas dos direitos naturais quanto do contratualismo moral.
    • A grande e a pequena ética de Schopenhauer

      Debona, Vilmar (Universidade Federal de Santa Catarina, 2015-08-31)
       http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2015v14n1p36 O objetivo do presente artigo é sustentar a hipótese de que muitos aspectos empíricos e objetivos da fundamentação da moral elaborada por Schopenhauer configuram o que pode ser denominado de uma pequena ética. Esta pequena ética poderia ser diferenciada em relação a aspectos metafísicos da ética schopenhaueriana, aspectos estes que permitiriam a identificação de uma grande ética. Isso porque, por um lado, a noção schopenhaueriana de negação imediata da vontade por meio da compaixão (compaixão tomada como um grande mistério, groβe Misteryum) e a noção de supressão do caráter (Aufhebung des Charakters) compõem a esfera da metafísica da ética. Por outro lado, as ideias de ética da melhoria (bessernde Ethik) e de motivos mediatos (pelo papel ativo do intelecto) indicam uma dimensão empírica desta mesma ética. O reconhecimento dessas duas perspectivas de consideração da ação humana permitiria entender que a ética em Schopenhauer não se reduz à imediatez não-ensinável da compaixão e nem à radicalidade de uma “ordem de salvação” acessível a poucos.
    • A hundred years of principia ethica

      Dall´Agnol, Darlei (Universidade Federal de Santa Catarina, 2003-01-01)
    • A igualdade e as implicações do problema de singer

      Aduci Mendes, Valdenésio; Cisneros, Leandro (Universidade Federal de Santa Catarina, 2004-01-01)
      Apresento, nesse artigo, as implicações da idéia da igualdade na obra Ética prática e Vida ética de Peter Singer, sob a perspectiva da crítica esboçada por Richard J. Arneson no artigo: O que, se algo, torna todos os humanos moralmente iguais? Singer propõe que a igualdade entre humanos e não-humanos seja fundamentada no Princípio da Igual Consideração de Interesses Semelhantes. Arneson, no artigo What, if Anything, Renders all Humans Morally Equal?, analisa as idéias de Singer e afirma encontrar um “problema”. No seu entender, Singer reintroduz o elitismo, que, justamente, se propõe rejeitar. Arneson fez uma interpretação “distorcida” de Singer, o que se procurará demonstrar no presente trabalho.
    • A indefiniblilidade de "bueno"

      Clotet, Joaquim (Universidade Federal de Santa Catarina, 2003-01-01)
    • A luta por reconhecimento e a economia do dom

      Reichert do Nascimento, Cláudio; Dutra Rossatto, Noel (Universidade Federal de Santa Catarina, 2010-11-01)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2010v9n2p357
    • A metafísica da morte de Schopenhauer

      Salviano, Jarlee (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-09-10)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11nesp1p187 O texto trata da importância e lugar do discurso sobre a morte na filosofia de Arthur Schopenhauer. Procura mostrar que a morte, como outros temas em sua obra, é encarada a partir de dois pontos de vista: o da Representação (o ponto de vista objetivo ou empírico) e o da Vontade (subjetivo ou idealista), nos quais o filósofo pretende defender a tese da indestrutibilidade de nossa essência. Procura tratar ainda da rejeição schopenhaueriana do suicídio e da aparente consolação que marcaria sua metafísica da morte.
    • A mitleidsethik e os animais ou schopenhauer como precursos da ética animal

      Barboza, Jair (Universidade Federal de Santa Catarina, 2010-12-17)
      http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2008v7n2p253Este artifo tem por objetivo mostrar que Schopenhauer, mediante sua Mitleidsethik (ética da compaixão), baseada numa metafísica da Vontade de vida, pode ser visto como um precursor da ética animal.
    • A moralidade demanda prescrições universais?

      Bonella, Alcino Eduardo (Universidade Federal de Santa Catarina, 2004-01-01)
      Apresento neste trabalho a filosofia moral de Richard Hare, chamada Prescritvismo Universal. Para ele, se fazemos sinceramente uma pergunta acerca do que se deve fazer em dada circunstância, nós estamos procurando qual curso de ação, dentre vários, nós escolheremos ou aprovaremos para situações similares. Ou seja, estamos procurando uma prescrição para ser aplicada independentemente de quem esteja na mesma situação, uma prescrição universal. Tentarei apresentar e interpretar este aspecto, de uma maneira que torne a posição de Hare plausível ao nosso senso comum.