Ethic@ , uma publicação do Núcleo de Ética e Filosofia Política da UFSC , tem como objetivo principal publicar trabalhos (artigos, resenhas, entrevistas, etc.) de excelência e vanguarda na área de Filosofia Moral Moderna e Contemporânea. Com periodicidade semestral (junho e dezembro), a revista ficará disponível gratuitamente na versão eletrônica a cada número no endereço www.cfh.ufsc.br/ethic@ e, posteriormente, será editada no formato tradicional ou em CD-ROM para usos pessoais ou consultas em bibliotecas. ethic@ não possui orientação ideológica e publica artigos de quaisquer tradições ou linhas de pesquisa filosófica que satisfaçam os requisitos de excelência acadêmica. Os trabalhos podem versar tanto sobre questões meta-éticas quanto normativas e de ética aplicada. Neste último caso, a discussão deve ser claramente feita a partir de um ponto de vista filosófico.

Novedades

The Globethics.net library contains articles of ethic@ as of vol. 1(2002) to current.

Envíos recientes

  • O possível e o impossível - Duns Scotus e a discussão subsequente

    Pimentel, Pablo Fernando Campos (Universidade Federal de Santa Catarina, 2015-08-31)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2015v14n1p57Este trabalho com a investigação a cerca do problema do possível e do impossível tem como objetivo clarear em um primeiro momento, aquilo que Aristóteles que brevemente concebe em sua Metafísica e intrincadamente se encontra naquelas obras de João Duns Scotus que ficaram conhecidas como os comentários aos livros das sentenças de Pedro Lombardo. Juntamente com a interlocução de grande importância feita por Henrique de Gand, o qual, pertence ao mesmo período de produção filosófica e teológica de Scotus. O que se visa aqui é trabalhar conceitos da filosofia da alta escolástica pouco estudados atualmente, como onipotência divina, intelecto ou ideias divinas, possível, impossível, lógico e metafísico. Conceitos tais que, nos remetem a um universo de discussão muito rico, no qual se deve ter muita atenção e insistência, pois o modo dispensado a esse tipo de investigação é um tanto árduo e altamente reflexivo. O cunho histórico e filosófico de tal estudo é de importância equiparada, pois, sua importância histórica se dá ao se referir ao período no qual florescia nas universidades medievais as chamadas disputationes e outro fator histórico muito importante foi o de que nesse século em questão, a saber, o século 13, exatamente no ano de 1277, Henrique de Gand participava de algo muito importante, a condenação das 219 teses. Deste modo, Scotus escreveu três versões aos Libri quatuor setentiarum de Lombardo, os quais serviam de base de estudos teológicos para aqueles que desejavam se ordenar e crescer dentro das ordens religiosas. De modo que, as distinções sobre o possível e o impossível encontram-se de modo minuciosamente trabalhados nesses comentários de Scotus aos Quatro livros das sentenças de Pedro Lombardo.
  • Universalismo interativo e mentalidade alargada em Seyla Benhabib: apropriação e crítica de Hannah Arendt.

    Frateschi, Yara (Universidade Federal de Santa Catarina, 2014-12-17)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2014v13n2p363O objetivo deste texto é analisar o modo pelo qual Seyla Benhabib recupera a noção arendtiana de mentalidade alargada para desfazer a radicalização do debate entre comunitaristas e liberais, combater o antagonismo entre contextualismo e universalismo e, ao mesmo tempo, corrigir os excessos racionalistas que ela detecta em Habermas. Com isso, eu pretendo esclarecer de que modo Hannah Arendt inspira Benhabib na formulação da sua teoria do universalismo interativo, mais precisamente no momento de repensar o universalismo diante das objeções neo-aristotélicas de descontextualização.
  • Il timore della guerra giusta le vie della pace nella filosofia politica di Baruch Spinoza

    ANGELI, OLIVIERO (Universidade Federal de Santa Catarina, 2005-01-01)
    This paper identifies and analyses two distinct views that characterize Spinoza’s position on (just) war, namely Machiavellism and a sort of Kantianism ante litteram. While Machiavellism influences Spinoza’s considerations about international relations, kantian-like arguments can be found in all passages that concern foreign policy. Hence, a complete account of Spinoza’s thoughts about war and peace can be given only if each one of these dimensions is given due attention. His arguments about the unconditional rightfulness of war may indeed appear to be anything but pacifistic, but they do not preclude a sincere concern about peace. On the contrary, as I’m arguing in this paper, Spinoza’s ingenious idea of a pacific foreign policy can be understood as a reaction to the historical failure of early modern theories of just war.
  • Do prisma de arendt: variações em torno do poder

    Nunes, Lucilia (Universidade Federal de Santa Catarina, 2010-12-17)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2008v7n2p165Traçamos a delimitação conceptual que Hannak Arendt estabelece entre potência (strenght, puissance), força (force), poder (power, pouvoir), autoridade e violência - que são palavras indicadoras dos meios que os homens usam para dominar os homens e tomam-se erradamente como sinônimos por se entender que têm a mesma função. Tal se enquadra no problema político fundamental, ou seja, a condução dos assuntos públicos.
  • O conceito de fetichismo na obra marxiana: uma tentativa de interpretação

    Fleck, Amaro (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-08-30)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11n1p141 No presente artigo busco oferecer uma análise interpretativa do conceito de fetichismo (da mercadoria, do dinheiro e do capital) na obra marxiana. Para tanto, delineio, sucintamente, a gênese histórica dos termos fetiche e fetichismo (I), para, em seguida, demonstrar que Marx inverte o uso deste conceito, de tal maneira que ele não mais se refere ao “outro”, mas, ao contrário, designa algo da própria modernidade capitalista com este conceito (II). Analiso, posteriormente, as aparições do termo nas obras anteriores a O Capital e em O Capital (III), visando mostrar que o conceito de fetichismo, em Marx, está sempre ligado a um fenômeno de transubstanciação (do trabalho já realizado na mercadoria) e que os objetos fetiche diferenciam-se dos demais por sempre possuírem uma “dupla existência”. A seguir, examino a semelhança do capitalismo com as religiões como formas de “opacidade” social, como formas de encantamento do mundo, encantamento este que impede a criação de uma situação racional e justa (IV). Concluo o artigo com uma breve análise de como seria possível superar, segundo Marx, o fetichismo, isto é, dizer no que consistiria uma sociedade não fetichista.
  • O conceito de lei em Hannah Arendt

    Schio, Sônia Maria; Peixoto, Cláudia Carneiro (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-12-06)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2012v11n3p289Hannah Arendt (1906-1975) embora não tenha sistematizado uma Teoria ou Filosofia do Direito escreveu, em várias obras, apontamentos acerca dos Direitos Humanos e sobre a lei. E é nesse sentido que se pode perguntar: qual é a concepção de lei em Arendt? Na hipótese a ser desenvolvida, Arendt parte de uma crítica às Declarações de Direitos Humanos, pensando a lei por um viés republicano, ligado à política e ao cidadão participante e responsável.
  • Razão pública e pós-secularismo: apontamentos para o debate

    Araújo, Luiz Bernardo Leite (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-05-27)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2009v8n3p155O artigo examina a idéia rawlsiana de razão pública, em primeiro lugar, e a defesa habermasiana do princípio da igualdade cívica, a seguir, afim de apresentar a noção de pós-secularismo de Habermas como resultado dos debates contemporâneos sobre a relação entre religião e política influenciados pela concepção de cidadania democrática de Rawls.
  • Multilateralismo e governança: a institucionalização difusa dos direitos humanos no contexto da política internacional

    DE ARAÚJO, MARCELO (Universidade Federal de Santa Catarina, 2007-01-01)
    In the first part of this paper I point out the reasons in virtue of which human rights discourse was seen with scepticism, in the first half of twentieth century, in its capacity to compel states to act morally in the context of international relations. Then, in the second part, I examine the reasons in virtue of which this kind of scepticism lessened at the end of the Cold War. I argue that an ever growing interaction among actors in international relations – including non-state actors – has contributed to the emergenceof a decentralised system of norms in the context of which the discourse on the concept of human rights may be justified without one’s commitment to such metaphysical ideas as natural laws and natural rights.
  • Paternalism and Antipaternalism

    Simões, Mauro Cardoso (Universidade Federal de Santa Catarina, 2011-12-19)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2011v10n1p165This paper aims to examine the relation between paternalism and antipaternalism. The original intention is disable the arguments seeking to justify acceptance on the part of Mill of moral and legal paternalism. The work will also investigate the concern milleans with the concepts of autonomy and self-development, positioning itself for a reading of Mill as a thinker who advocates a weak version of paternalism. This research suggests, moreover, the communication with the interpreters of contemporary Mill, which will assess the impact of their ideas on the current dialogue on the liberty and paternalism.
  • Por que Hume não é emotivista?

    Lunardi, Giovani M. (Universidade Federal de Santa Catarina, 2012-05-06)
    http://dx.doi.org/10.5007/1677-2954.2010v9n3p69Na tradição filosófica contemporânea principalmente no âmbito da filosofia analítica, a filosofia moral de David Hume é considerada como legítima representante e precursora da Escola Emotivista. Para essa escola, Hume apresentou de forma definitiva com os argumentos da dicotomia ser/dever-ser (is/ought), suas críticas à metafísica e ao racionalismo, os campos e limites da moralidade. Assim, os emotivistas consideram que questões morais não podem ser derivadas de fatos ou, mais radicalmente, não teriam nenhuma base de racionalidade, sendo puramente manifestação das emoções e paixões. Nesse trabalho, apresentamos dificuldades para a interpretação emotivista e sustentamos que o princípio da simpatia (sympathy) e a teoria do espectador judicioso (judicious spectator) presentes na filosofia moral humeana oferecem suporte para uma interpretação alternativa.
  • Less Information is Better Than More: a Puzzle About Nozick's Entitlement Theory

    CNPq; Couto, Aluizio (Universidade Federal de Santa Catarina, 2017-12-11)
    My aim in this paper is to show a tension in the nozickian entitlement theory. The tension is between the enforcement of the rectification principle in ideal epistemic conditions and the first two clauses of the theory. In order to do that, I argue that the principle of rectification in the above conditions entails a weird theoretical result: it is better applied under relative ignorance than under ideal conditions, which suggests that Nozick’s theory is too rigid. The underlying point is that Nozick neglects some important aspects concerning the effects of time in property claims. I finish the paper suggesting that we can face this problem in two ways and that both imply costs. The first one is to keep the theory as it was conceived, accepting the objection that it is, in a way, implausible. Or we can change the theory and weaken its purely historical character. And it is not clear how this can be done without raising difficulties.    
  • Between Phenomenology and Hermeneutics: Medicine as an Ethical Art

    Chamada MCTI /CNPq /MEC/CAPES N º 22/2014 Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas.; Rohden, Luiz (Universidade Federal de Santa Catarina, 2017-12-11)
    In this paper, I will explain and justify the relations between Phenomenology, Hermeneutics and Medicine by an ethical point-of-view. Taking in mind the issues of illness and disease, I will present a philosophical analysis of the patient-physician relationship in order to justify the ethical stance of health professionals. This will be done firstly through a review of Havi Carel’s fascinating and pertinent reflection on the phenomenology of illness, to which I will add my own proposal of applying to the medical practice the Husserlian notion of epoché. Then, I will claim that an interpretative gaze of illness runs, explicitly or implicitly, through the epoché practice of health professionals. In the third part of this paper, bearing in mind William Stempsey's argument that medicine is an art, I will claim that both the physician’s stance and the philosopher’s stance, in their own particular professional practices – in phenomenology and philosophical-hermeneutics – actualize and set up a dialogical art that is, hence, of ethical nature in essence.
  • Emergencies and criminal law in Kant’s legal philosophy.

    Capes; Nuffic; Mertens, Thomas (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-02-01)
    Despite Kant's explicit statement that every murderer must suffer death, there are at least four situations to be found in Kant's work in which the killing of a human being should not lead to the death penalty: when too many murderers are involved; when a mother kills her illegitimate child; when one duellist kills the other; when one person pushes another off a plank in order to save his life. This paper discusses these situation and concentrates on the last situation - Kant's interpretation of the plank of Carneades – with an eye to what they learn us about Kant understanding of the law. Does Kant acknowledge a legal vacuum? In order to come to a conclusion, Kant's 'solution' of the plank is compared with those suggested by other authors, such as Cicero, Pufendorf and Lon Fuller in his famous 'speluncean explorers' case. 
  • The implications of being implicated. Individual responsibility and structural injustice

    Capes/Nuffic; Tinnevelt, Ronald (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-02-01)
    Within the global justice debate the demandingness objection is primarily aimed at utilitarian theorists who defend a version of the ‘optimizing principle of beneficence’ to deal with the problem of global poverty. The problem of demandingness, however, is hardly ever raised within the context of the dominant institutional theories of global justice that see severe poverty as a human rights violation. Nor are the fundamental underlying questions posed by most of these theorists. Which specific responsibilities do individual moral agents have regarding institutional and structural forms of injustice (1)? Which political spheres, organized public spaces, or political practices are necessary to create a setting in which these responsibilities can be discharged (2)? Does a ‘defensible and psychologically feasible conception of responsibility’ (Scheffler 2002, 62) exist that is restrictive – yet demanding – enough to deal with the complex challenges of our globalizing age (3). This paper addresses questions (1) and (3) on the basis of a critical analysis of Iris Marion Young’s social connection theory of responsibility.  
  • Kant and the In(ter)dependence of Right and Virtue

    Boot, Eric (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-02-01)
    This paper aims to clarify how Kant understood the relation between the two spheres of morals (Right and virtue). Did he, as O’Neill claims, acknowledge the need for civic virtue as necessary for maintaining a liberal state? Or did he take the opposite view (shared by many contemporary liberals) that citizens’ virtuous dispositions are irrelevant and that all that matters is the justice of institutions? Though The Metaphysics of Morals gives the impression that Kant shared the latter position, I will argue that, in fact, Kant held a position somewhere between the Rousseauian view (which O’Neill believes Kant endorsed) that the essential difficulty of politics concerns the cultivation of civic duty in citizens, and contemporary liberals’ exclusive focus on the justice of institutions, by arguing that it is the laws themselves that foster respect for the laws. In short, Kant views virtue as the felicitous by-product of legality.
  • Kant’s concept of indirect duties and environmental ethics

    Tonetto, Milene Consenso (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-02-01)
    The aim of this paper is to assess whether Kant’s moral theory is suitable to deal with our obligations to take care of nonhuman animals and the environment. Kant’s ethics distinguishes persons, that is, rational beings with unconditional values who are considered as ends in themselves, from things, which have only relative worth. In relation to nature as a whole and to nonrational beings, Kant argues that we have only indirect duties or duties with regard to them. According to some philosophers, Kant’s ethics has anthropocentric starting points which lead to speciesist conclusions. This paper will argue that indirect duties can be in accordance with nonhuman interests, such as the suffering of nonhuman animals, the preservation of species and ecosystems, and so on. Thus Kant’s moral philosophy may contribute to environmental ethics because it justifies at least animal welfare and environmental protections as constraints on unrestricted human action. 
  • Hannah Arendt and Charles Taylor: For the Recovery of the Meaning of the World

    Rossatti, Gabriel Guedes (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-01-11)
    Hannah Arendt and Charles Taylor are two of the philosophers who have most seriously tackled the problem of individualism in the contemporary world and, thus, my proposal is to approximate their respective theories. I shall argue, therefore, that both depart from the very same premise, i.e. the massive presence of individualism at the heart of the ideology of Modernity, as well that both propose fundamentally the same sets of solutions for this problem: 1) the need for a retrieval of republican principles in order to reanimate politics under the conditions of modernity and 2) this in order to recuperate the meaning of the world as something common to human beings. Thus, my proposal aims at the discussion of certain key-elements present in the theory of Taylor in order to throw light on the “communitarian” or dialogical aspects present in the theory of Arendt. 
  • Menos informação é melhor do que mais: um puzzle sobre a teoria da titularidade de Nozick

    CNPq; Couto, Aluizio (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-01-11)
    Minha intenção neste artigo é mostrar uma tensão na teoria da titularidade nozickiana. A tensão é entre a aplicação do princípio de retificação em condições epistêmicas ideais e as duas primeiras cláusulas da teoria. Para tanto, mostro que a aplicação do princípio nas condições acima descritas acarreta um resultado teoricamente estranho: ele é mais bem aplicado sob relativa ignorância do que em condições ideais, o que provavelmente indica que a teoria de Nozick é exageradamente rígida. A sugestão de fundo é a de que Nozick ignora certos aspectos importantes a respeito do modo como encaramos os efeitos do tempo nas reivindicações de propriedade. Finalizo com a sugestão de que há dois modos de encarar o problema e que ambos implicam custos. O primeiro é manter a teoria tal como foi concebida e arcar com a objeção de que ela é, de certa maneira, implausível. Ou podemos alterar a teoria de modo a enfraquecer seu caráter puramente histórico. E não é claro como isso pode ser feito sem suscitar dificuldades..
  • Entre Fenomenologia e Hermenêutica: a medicina como uma arte ética

    Chamada MCTI /CNPq /MEC/CAPES N º 22/2014 Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas.; Rohden, Luiz (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-01-11)
    Neste artigo, eu propus explicitar e justificar as relações entre Fenomenologia, Hermenêutica e Medicina do ponto de vista ético. Levando em conta os temas da enfermidade e da doença, apresento uma análise da relação entre o médico e o paciente a partir da filosofia com o escopo de justificar a postura ética do profissional da saúde. Isso será realizado, num primeiro momento, pela retomada da fascinante e pertinente reflexão de Havi Carel sobre sua leitura fenomenológica da doença à qual acrescento minha proposta de aplicação da noção de epoché husserliana à prática da medicina. A seguir, desenvolvo e sustento a leitura hermenêutico-filosófica, à esteira de Hans-Georg-Gadamer, sobre a causa da enfermidade, isto é, a doença. Proponho isto porque, à prática da epoché por parte da atividade do profissional da saúde, ela é transpassada – explícita ou implicitamente – pelo olhar interpretativo da enfermidade. Levando em conta a hipótese de William Stempsey para quem a Medicina é uma arte, no terceiro momento, proponho a justificar que a postura do médico e a do filósofo, em suas práticas profissionais – fenomenológicas e hermenêutico-filosóficas – efetivam e instituem uma arte dialógica que é, portanto, de natureza essencialmente ética.
  • Schopenhauer's Moral Pessimism: Origin, Meaning and Reach

    Moraes, Dax (Universidade Federal de Santa Catarina, 2018-01-11)
    “Moral pessimism” is an expression by which one may understand Schopenhauer’s thesis about immutability of character so far as it declares impossible each and every kind of moral enhancement, remaining only attainable some behavior adaptation based on natural egoism. This is otherwise a kind of result of epistemological problems raised by Kantian critique of reason that Schopenhauer carried to its limits. On the other hand, “moral pessimism” is to be faced not as a “practical” problem, but as a metaphysical one and its empirical consequences can be better considered as one may call “anthropological pessimism” once by this expression we mean not only a judgment about human nature alone but individual sufferings facing a world that menaces individual interests. 

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