The journal Práxis Educativa, published under the responsibility of the Graduate Program in Education (Master's and Doctorate), Ponta Grossa State University, aims to publish works that contribute to its specific field of research and that can serve as a reference for other research. A Revista Práxis Educativa, editada sob a responsabilidade do Programa de Pós-Graduação em Educação (Mestrado e Doutorado), da Universidade Estadual de Ponta Grossa, tem como objetivo publicar trabalhos que contribuam para o seu campo específico de investigação e que possam servir de referência para outros trabalhos de pesquisa. A Revista Práxis Educativa tem como missão a publicação de trabalhos que apresentem rigor científico, solidez teórica e análise crítica. Os artigos devem resultar de pesquisas ou ensaios com reflexões originais, sobretudo que desenvolvam interlocuções entre os mais variados campos da ciência e do conhecimento. O nome da revista reflete a preocupação com uma perspectiva em que a teoria e a prática estejam integradas na tessitura da ação educacional, entendida não como prática banal ou reprodutiva, mas como atividade criativa e transformadora em que a teoria e a ação constituem um único movimento, o que se expressa no nome "práxis".

News

The Globethics.net library contains articles of Práxis Educativa as of 1(2006) to current.

Recent Submissions

  • La coordinación docente en la universidad: el caso de la formación inicial del futuro profesorado de Ciencias Sociales en España

    Rafael Sebastiá-Alcaraz; Juan García-Rubio (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    La coordinación entre el profesorado universitario es un aspecto clave para la mejora en la formación inicial que se les ofrece a los futuros docentes de educación secundaria en España. En la investigación que se presenta, se analizan los contenidos estudiados en la especialidad de Ciencias Sociales, pero principalmente las actividades que se implementan en las distintas materias. Se ha seguido una metodología mixta -cuantitativa, cualitativa-, con un análisis centrado en la percepción del alumnado de dos universidades –Universidad de Alicante y Universidad de Valencia- durante el curso 2020-2021, recogidas a través de cuestionarios con preguntas cerradas y abiertas, que permitían el relato de los participantes. Los resultados obtenidos muestran la repetición de contenidos y de actividades entre las distintas materias del Máster, así como el predominio de la cantidad sobre la calidad de estas últimas, percibiéndose un cambio significativo hacia su realización de forma cooperativa en pequeño grupo.
  • Pedagogias negras: experiências formativas para a educação das relações étnico-raciais

    Liana dos Santos Ribeiro; Natalia Conceição Viana; Sônia Beatriz dos Santos (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    No contexto da emergente necessidade de produção de conhecimentos e de organização de referências de pesquisas em Educação para as Relações Étnico-Raciais, ressalta-se, neste artigo, a relevância da experiência formativa de graduandas negras, em ensino, pesquisa e extensão, como caminho que pode contribuir para a experimentação de pedagogias negras dentro e fora da universidade. Essas experiências de formação universitária engajada, com foco na educação das relações étnico-raciais, realizam uma transformação no modo de produzir conhecimento e criar metodologias de mediação de aprendizagem fundamentais para qualquer transformação curricular e didática. São mudanças que começam nos temas de pesquisa e se expandem para a construção do conhecimento e práticas de educação e ensino, impactando as estudantes de Graduação em seu processo de formação na Licenciatura e nas atividades escolares.
  • Diálogos entre as escolas e os saberes das comunidades quilombolas: a descolonização/decolonização do currículo a partir da Lei No 10.639/2003

    Marco Antonio Leandro Barzano; Maria Cristina de Jesus Sampaio; André Carneiro Melo (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    Este artigo apresenta uma reflexão sobre experiências ocorridas entre escolas e comunidades quilombolas baianas, a partir da Lei No 10.639/2003, que se refere à articulação entre os processos educativos que ocorreram em escolas e comunidades, sobretudo em relação ao campo do currículo. O referencial teórico adotado é a partir de uma perspectiva decolonial e a metodologia utilizada foi de cunho qualitativa, com utilização de entrevistas semiestruturadas com professoras e professores. Concluiu-se que, ao tratar-se de propostas de educação comprometidas com a justiça cognitiva/social e com a vida em sua diversidade, a participação e a representação dos sujeitos não deve ser reduzida apenas à pura formalidade, pois é necessário criar condições reais de participação efetiva das comunidades em relação às escolas, seja na elaboração, seja na implementação e na avaliação de políticas curriculares específicas em seus territórios.
  • Relações étnico-raciais nos Projetos Político-Pedagógicos de Licenciaturas em Biologia de São Paulo

    Ana Carolina Ferreira Barbara; Florença Freitas Silvério; Marcelo Tadeu Motokane (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana instituem que os projetos pedagógicos das Licenciaturas devem contemplar a educação das relações étnico-raciais. Para verificar quais as abordagens encontradas nesse tipo de documento, foram pesquisados 14 Projetos Político-Pedagógicos de cursos públicos paulistas de Licenciatura em Biologia. A partir de uma análise de conteúdo, verificou-se que as Diretrizes foram explicitamente mencionadas em seis dos Projetos e que o posicionamento crítico associado ao uso de conhecimentos biológicos diante da discriminação racial foi colocado como competência do egresso em cinco deles. Observou-se, também, uma variedade de conteúdos associados à educação das relações étnico-raciais, mas que tendem a estar apenas em disciplinas das áreas pedagógica e/ou de ciências humanas, marginalizando as biológico-específicas.
  • Limitações da política educacional antirracista implementada pela Divisão Étnico-Racial da Secretaria Municipal de Educação de Macapá-AP

    Cleidiane Colins Gomes; Piedade Lino Videira (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    Este artigo contextualiza a aplicabilidade da legislação educacional antirracista nas escolas, por intermédio da Divisão Étnico-Racial da Secretaria Municipal de Educação de Macapá/Amapá, a qual tem como função institucional preparar a própria instituição, bem como as escolas, corpo técnico, professores/as e estudantes para o cumprimento e a promoção de políticas educacionais que garantam o direito à educação pública à população negra e a grupos historicamente excluídos. A metodologia utilizada foi a pesquisa qualitativa, e, para a coleta de dados, realizou-se entrevista semiestruturada com a direção da Divisão sobredita. O estudo revelou que as crenças e as mentalidades preconceituosas e racistas colaboram para que, no âmbito da gestão pública municipal, a Lei No 10.639/2003 não seja efetivada nas/pelas escolas do Município de Macapá.
  • As afrodescendências no trovadorismo ibérico

    José Nogueira da Silva; Adriana Cavalcanti dos Santos (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    A partir de uma pesquisa bibliográfica, com embasamento teórico decolonial, busca-se compreender, neste artigo, o surgimento do Trovadorismo na Europa, especificamente na Península Ibérica, a partir de relações culturais intercontinentais, com ênfase nos árabes africanos, apesar de as manifestações artísticas à época terem ignorado a presença das africanidades que contribuíram para a oralidade poética. Por isso, tem-se como objetivo verificar a presença das afrodescendências no trovadorismo ibérico. A compreensão do trovadorismo é definida historicamente em quatro teorias: a médio-latinista, a litúrgica, a folclórica e a arábica (LAPA, 1973; SPINA, 1972). Em linhas gerais, as reflexões de Canclini (2000), Glissant (2005) e Moore (2012), na análise do texto, revelam os cruzamentos culturais, denominados clássico, popular e massivo, levando em conta que tais definições não são blocos rigidamente separados, mas fronteiras entre países com geografia e costumes distintos em seus territórios. Contudo, em determinados momentos, compartilham das mesmas flores, apesar de dividi-las em suas fronteiras, e de um racismo epistemológico que negou as afrodescendências em suas manifestações.
  • Diálogos com Paulo Freire: unidade na diversidade, interseccionalidade e igualdade de diferenças

    Marciele Nazaré Coelho; Helenice Aparecida Magalhães de Sousa Guedes; Regina de Oliveira Dyonisio (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    O presente artigo busca, a partir de pesquisa bibliográfica, aproximar os conceitos de unidade na diversidade, igualdade de diferenças e interseccionalidade por meio da análise crítica comunicativa que aponta caminhos para a transformação, com o objetivo de maior qualidade educativa para todas as pessoas. Pretendeu-se, no âmbito das relações étnico-raciais no Brasil, apresentar as diferenças educacionais que vão se transformando em desigualdades ao longo dos anos e, a partir de tais dados, apontar possibilidades de mudança por meio de uma educação antirracista. Concluiu-se que as categorias de classe, raça e gênero, ao serem analisadas interseccionalmente, por um lado, abrem caminhos para uma ação educativa partindo das diferenças e da sua interrelação, e, por outro, trazem a possibilidade de mudança do contexto educativo na medida em que as identidades, as culturas e os modos de ser e de estar são compreendidos na sua unidade, com a intenção de vivê-los na igualdade.
  • Relações étnico-raciais e suas produções na área da Educação: uma análise na plataforma SciELO

    Brunna Alves Silva; Sandro Rogério Vargas Ustra (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    Neste artigo, apresentam-se resultados de uma revisão bibliográfica de produções científicas sobre relações étnico-raciais no âmbito da Educação Básica publicadas na plataforma Scientific Electronic Library Online (SciELO). Sob uma ênfase qualitativa, procurou-se compreender as abordagens para a temática em 26 artigos selecionados para a análise. Observou-se um predomínio de produções voltadas a políticas afirmativas e à formação de professores com maior produção entre os anos de 2017 e 2018. Por meio da Análise de Conteúdo, destacam-se os elementos contidos nos resumos que permitiram configurar as seguintes categorias: ascensão, ausências, desconstruções, fontes de subversão, formação e perspectivas. A reflexão sobre essas categorias aporta importantes contribuições à formação inicial de professores.
  • Educação afrocentrada como pedagogia decolonial no contexto educacional brasileiro

    Maurício Silva (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    Este artigo tem como objetivo abordar o conceito de educação afrocentrada, a partir da teoria da afrocentricidade, divulgada principalmente pelo educador e intelectual afro-americano Molefi Asante, inserindo alguns de seus princípios no contexto da pedagogia decolonial latino-americana, com especial atenção para o contexto educacional brasileiro. O resultado da abordagem aponta para a necessidade de empregar a educação afrocentrada e o currículo afrocentrado como instrumentos para a efetivação de uma autêntica pedagogia decolonial.
  • A obra infantil de Monteiro Lobato: do racistês ao pretuguês

    Anamaria Ladeira Pereira (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    Este trabalho apresenta uma análise bibliográfica de 15 livros infantis de Monteiro Lobato a partir de uma perspectiva antirracista. Como base para as argumentações, os estudos sobre relações raciais, sexismo e branquitude, desenvolvidos por diversas intelectuais negras, entre elas Lélia Gonzalez, Grada Kilomba, Nilma Lino Gomes e Conceição Evaristo, permeiam o texto visando transgredir as formas mais tradicionais de reflexão científica. O rigor teórico, contudo, não deixa de ser traçado nestas linhas em que urgentes indagações driblam o silenciamento e se expõem. Conclui-se que instigar novas concepções de realidade e confrontar um país racista faz parte de uma educação comprometida com o desmantelamento das injustiças e da indiferença destinadas às populações negras e indígenas.
  • Do estar à deriva ao aquilombamento: territorialidade e produção de saberes de coletivos negros da UFRJ

    Tamiris Pereira Rizzo; Alexandre Brasil Carvalho da Fonseca (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-06-01)
    A partir da intervenção de coletivos negros, analisa-se, neste artigo, a dinâmica de constituição de lugares da negritude e da conformação de uma territorialidade negra como matriz formadora na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Por meio desses lugares da negritude, três movimentos que fazem os sujeitos negros são contemplados: partem de um estar à deriva, aterram-se junto ao quilombo e, por fim, acomodam as existências e produzem saberes. Essa matriz dá fundamento e confere especificidade aos saberes identitários, políticos e estéticos corpóreos que subsidiam novos conhecimentos, práticas educativas e estratégias político-pedagógicas de discentes negras/os em graduações da área da Saúde. Investigar a conformação de territorialidades negras pode favorecer o exame das singularidades político-pedagógicas, das práticas educativas e dos tipos e alcances dos conhecimentos produzidos pelo movimento negro nas universidades.
  • Contranarrativas Africanas: uma pesquisa-ação em resposta à construção de estigmas hegemônicos

    Elizângela Áreas Ferreira de Almeida; Eliane Giachetto Saravali (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Este artigo apresenta parte dos resultados de uma pesquisa-ação, desenvolvida em aulas de Língua Portuguesa, cujo objetivo central foi promover o conhecimento e a reflexão sobre o universo cultural africano apresentado em obras literárias africanas e afro-brasileiras. Participaram de uma intervenção 28 estudantes do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública estadual paulista que, durante a fase diagnóstica, apresentaram concepções calcadas no preconceito e na subjugação de questões relacionadas ao entendimento da cultura africana e afro-brasileira. Na fase de ação-reflexão, foram organizadas Rodas Literárias e os adolescentes puderam conhecer e debater sobre diferentes aspectos da cultura africana, por meio de diferentes gêneros textuais. Na fase de avaliação, as narrativas e as contranarrativas, elaboradas pelos participantes desta pesquisa, indicaram como eles se apropriaram e passaram a compreender a diversidade étnico-racial existente em um país cada vez mais miscigenado e plural.
  • Abordagens das culturas indígenas na Educação Básica brasileira: reflexões para um ensino intercultural

    Cristine Gabriela de Campos Flores; Luana Barth Gomes; Cledes Antonio Casagrande (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Este artigo tem por objetivo refletir sobre como as práticas educativas e os materiais didáticos presentes na Educação Básica brasileira tematizam, tradicionalmente, as culturas indígenas e apontar alternativas para a construção de uma educação intercultural que promova o reconhecimento e o diálogo com esses povos. Para tanto, utiliza-se a hermenêutica como abordagem metodológica. A discussão está fundamentada em teóricos do pensamento decolonial bem como em publicações de escritores indígenas. O artigo ressalta a importância da reflexão crítica sobre as narrativas históricas e sobre as concepções do conhecimento e dos modos de ser e viver. Por fim, apontam-se alguns dos erros comuns na abordagem das culturas indígenas nas escolas e apresentam-se alternativas para o desenvolvimento de propostas pedagógicas interculturais.
 
  • O que nos ensinam as professoras ganhadoras do Prêmio Educar para a Igualdade Racial?

    Maria da Gloria Calado; Anna Beatriz Mendes Felix (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Este artigo foi baseado em uma pesquisa de Doutorado, centrada na avaliação das práticas pedagógicas laureadas pelo 4º Prêmio Educar para a Igualdade Racial, idealizado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades. O objetivo é analisar as práticas pedagógicas realizadas pelas professoras ganhadoras da 4ª edição desse Prêmio, a fim de demonstrar elementos presentes para a elaboração das ações pedagógicas face à complexidade do racismo vigente na sociedade brasileira. Para tanto, demonstra-se a trajetória do Movimento Negro Educador na criação da Lei No 10.639/2003, bem como tematizam-se seus desdobramentos e seus desafios na perspectiva da educação emancipatória. Por fim, apontam-se elementos relevantes para a luta antirracista no contexto escolar.
  • A insurgência da intelectualidade negra em cursos de Pedagogia do Sul do Brasil

    Eduarda Souza Gaudio; Joana Célia dos Passos (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Este artigo apresenta um recorte de pesquisa que apreciou os processos de institucionalização da educação das relações étnico-raciais nos cursos de Pedagogia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal do Paraná. Para o estudo, optou-se pela análise de conteúdo dos Projetos Pedagógicos, dos Programas e dos Planos de Ensino das disciplinas e entrevistas com docentes dos cursos, em busca de conhecer as experiências de implementação da Lei No 10.639/2003 e das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Apresentam-se lentes teóricas e metodológicas subsidiadas por epistemologias que tensionam o cânone acadêmico marcado pelo colonialismo, pelo eurocentrismo e pela branquitude, no sentido de produzir um conhecimento posicionado, parcial e localizado. O estudo constatou a insurgência de uma intelectualidade negra propondo alterações epistemológicas nos cursos de Pedagogia, sobretudo por meio da proposição de componentes curriculares obrigatórios de perspectiva racial.
  • Algumas reflexões sobre sistema de cotas, currículo e formação de professores de Biologia

    Maria José Souza Pinho; Kelly Meneses Fernandes (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    A Universidade do Estado da Bahia (Uneb) é uma importante instituição no que tange às ações afirmativas, pois, desde 2002, tem implantado o sistema de cotas. A apresentação das dificuldades dos cotistas é um caminho para pensar as relações entre universidade, direitos humanos e direito à educação de qualidade, contribuindo para discutir questões envolvendo o currículo de Licenciatura em Biologia e a formação de professores. Nesse sentido, este texto apresenta as dificuldades que os alunos cotistas do curso de Ciências Biológicas da Uneb encontram em diferentes aspectos, como nos campos cognitivo, afetivo e social. Para tanto, realizou-se uma pesquisa de caráter qualitativo, usando como ferramenta um questionário a partir da escala Likert. Conclui-se que é necessário que o curso empreenda esforços no sentido de pensar em metodologias e avaliações inclusivas, possibilitando que cotistas encontrem apoio nesse espaço público e se formem professores de Biologia, sujeitos de direitos.
  • Youtubers indígenas brasileiros: interfaces entre cultura e educação

    Lia Machado Fiuza Fialho; Márcia Cristiane Ferreira Mendes (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Objetiva-se identificar os conteúdos educacionais/culturais veiculados em canais de youtubers indígenas brasileiros. Realizou-se uma pesquisa virtual sobre canais de youtubers indígenas brasileiros na rede mundial de computadores com os descritores “youtubers” e “educação indígena”. Foram localizados 15 canais no YouTube produzidos por youtubers indígenas. A análise considerou os conteúdos acerca da educação e da cultura indígenas, bem como a maneira como esses conhecimentos eram disseminados no ambiente virtual. Identificaram-se três categorias temáticas: músicas e literatura; cotidiano; e política. Estas explicitavam as diversas formas de vida indígena, valorizando suas artes e culturas, desmistificando estereótipos preconceituosos e fortalecendo a luta pelo reconhecimento da história e dos direitos indígenas. Constatou-se que os canais no YouTube são importantes veículos para propagação, valorização e preservação da cultura indígena, inclusive possibilitando, no âmbito educativo, o melhor conhecimento da diversidade cultural, fortalecendo uma prática multicultural com aprendizagens mais significativas.
  • Confluências afro-pindorâmicas: por uma formação humana contra-colonialista

    Luís Thiago Freire Dantas (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Neste artigo, pretende-se pensar como o colonialismo atua na formação humana, seja organizando o pensamento para um “mundo ordenado”, seja condicionando o ser humano para um distanciamento da natureza. Essas duas situações serão problematizadas a partir de uma confluência entre as teses de Antônio Bispo dos Santos, Denise Ferreira da Silva e Davi Kopenawa com a intenção de pensar-se um mundo outrem em que o ser humano esteja em harmonia com o cosmo. Com isso, o interesse é enunciar uma formação humana contra-colonialista.
  • A dimensão política e pedagógica da festa na comunidade Quilombola de Campina de Pedra, Poconé, MT

    Suely Dulce de Castilho; Bruna Maria de Oliveira (Universidade Estadual de Ponta Grossa, 2022-05-01)
    Neste texto, busca-se descrever e analisar a dimensão política da festa de 20 de novembro realizada na comunidade Quilombola Campina de Pedra, Poconé, Mato Grosso (MT), e compreender como a escola dialoga com toda a simbologia negra que a perpassa. Metodologicamente, assenta-se na etnografia. Realizaram-se observações e entrevistas com festejadores e professores da escola. Os escritos etnográficos são resultados das experiências vividas durante o XI Encontro Quilombola realizado em novembro de 2015, registrados em caderno de campo. Teoricamente, apoia-se em Castro Júnior (2014), Pessoa (2005), Ribeiro Júnior (1982), entre outros. Os resultados apontam a festa Quilombola como um espaço privilegiado de reivindicações, memória, história e saberes ecoados no/e pelo corpo. A escola demonstra timidez em fazer intercomunicação pedagógica com a festa. Entende-se que os momentos festivos colaboram com o fortalecimento e as afirmações identitárias, na medida em que se relacionam os elementos do passado e presente manifestados no corpo festivo. Assim sendo, não condizem com a lógica epistêmica da modernidade e da colonialidade e, portanto, são elementos propícios para uma educação contextualizada ao universo histórico, social e cultural dos quilombos.

View more