Psicologia Escolar e Educacional is a journal, associated to the Brazilian Association of Educational and School Psychology (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional - ABRAPEE), for the communication and debate of the scientific production in its area of specificity, since 1996. Its objective is to provide a medium for the presentation of the latest research in the field of Educational and School Psychology, for spreading knowledge, which is being produced in the area, as well as updated information to psychologists and other professionals in correlated areas. Original papers, which report studies related to Educational and School Psychology may be considered for publication, including, among others: basic processes, experimental or applied, naturalistic, ethnographic, historic, theoretical papers, analyses of policies, and systematic syntheses of research, and also critical reviews of books, diagnostic instruments and software.

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Recent Submissions

  • A UTILIZAÇÃO DO MÉTODO DE ANÁLISE DE CONCEITOS PARA A COMPREENSÃO DO CONCEITO DE APRENDIZAGEM AUTORREGULADA

    Vosgerau, Dilmeire Sant'Anna Ramos; Elias, Ana Paula de Andrade Janz (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2022-12-19)
    RESUMO: Nas últimas décadas, o termo autorregulação tem sido mencionado em pesquisas de diferentes áreas, entre elas a Educação. Devido a essa crescente utilização, questiona-se: quais são os elementos comuns no conceito de aprendizagem autorregulada apresentados em pesquisas internacionais? Neste estudo foram associados os métodos de revisão integrativa e de análise de conceitos. Na primeira etapa da análise de conceitos foi realizado um levantamento de artigos revisados por pares no Portal de Periódicos da CAPES, resultando em 372 trabalhos que permitiram indicar as áreas de utilização do termo. Na segunda etapa, aplicando os critérios de revisão integrativa, foram selecionados 67 trabalhos na base de periódicos ERIC. Entre os fatores comuns foi possível identificar que o processo de aprendizagem autorregulada inclui planejamento, autonomia, implementação de objetivos, metas e estratégias, controle de emoções, gerenciamento do tempo, valorização do conhecimento e execução de tarefas com êxito.
  • EXPANSÃO DA EDUCAÇÃO SUPERIOR E CONSTRUÇÃO DE CARREIRA: ESTUDO MULTICASOS COM GRADUANDOS

    Zatti, Fernanda; Luna, Iúri Novaes (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2022-12-19)
    RESUMO A expansão da educação superior no Brasil nas últimas décadas produziu contextos distintos e heterogêneos, contribuindo para a modificação do perfil sociodemográfico dos estudantes. No âmbito dos estudos sobre construção de carreira no ensino superior e com base no modelo Life Designing, esta investigação examinou o processo de construção de carreira de graduandos de instituições públicas do Alto Uruguai gaúcho, região atingida pela expansão e interiorização da educação superior. Trata-se de um estudo de casos múltiplos com seis graduandos que apresentaram diferentes níveis de adaptabilidade de carreira. Com base nas categorias de análise emergentes, os resultados indicaram que a proximidade das instituições de Ensino Superior, o contexto familiar, a necessidade de conciliar estudo e trabalho e a perspectiva de mobilidade social associada à transição para a vida adulta são temas relevantes no processo de construção de carreira dos participantes, evidenciando a importância das políticas públicas para a educação superior.
  • EDITORIAL - TEMPOS DESAFIADORES PARA A PSICOLOGIA ESCOLAR FRENTE À IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 13.935/19 E À DEFESA DA DEMOCRACIA

    Silva, Silvia Maria Cintra da; Facci, Marilda Gonçalves Dias; Anache, Alexandra Ayach (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2022-12-19)
  • Histórias de educação: viagens e “viagens”

    Silva, Larice Santos (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2018-04-01)
  • MARCOS DO COMPORTAMENTO VERBAL E INTERVENÇÃO COMPORTAMENTAL INTENSIVA EM TRIGÊMEOS COM AUTISMO

    Farias, Suelen Priscila Macedo; Elias, Nassim Chamel (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-10-19)
    RESUMO O Transtorno do Espectro do Autismo é caracterizado por dificuldades em comunicação e interação social e interesses e comportamentos restritos, repetitivos e estereotipados. A intervenção comportamental intensiva tem trazido resultados promissores na intervenção com esse público. O objetivo foi verificar os efeitos do ensino de múltiplos operantes verbais no desenvolvimento de repertórios em trigêmeos dentro do espectro com 3 anos e 6 meses de idade no início do estudo. A intervenção durou 12 meses, num total de oito horas semanais, e foi planejada de acordo com dados da primeira avaliação. Foi utilizado o delineamento de pré e pós testes. Os resultados indicaram que a intervenção foi efetiva, sendo que o participante com menor comprometimento adquiriu mais repertórios. A diferença dos resultados indica que os ganhos obtidos não foram em função da passagem do tempo, mas indica uma relação com os repertórios iniciais e com o número de programas aplicados.
  • DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES SOCIAIS EM EAD: O PAPEL DO FEEDBACK DO TUTOR

    Vieira-Santos, Joene (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-10-19)
    RESUMO A efetividade do treinamento de habilidades sociais (THS) presencial está bem estabelecida na literatura, mas são escassos estudos que avaliam o resultado de cursos na modalidade de Educação à Distância (EaD) destinados a promover essas habilidades. Nesses cursos, o tutor assume um papel importante ao orientar o desempenho dos alunos. Portanto, este estudo avaliou como o feedback fornecido pelo tutor afeta as notas do aluno em um THS em EaD. Os feedbacks foram classificados quanto a presença, amplitude, efeito, função e organização. Os dados parecem indicar que nem a presença nem o tipo de feedback afetam o desempenho dos alunos. Contudo, os dados também sinalizaram que alguns feedbacks foram apagados e/ou alterados após a atividade ser refeita. Novos estudos, com amostras maiores e analisando o histórico do feedback fornecido pelo tutor a cada tarefa, poderão avaliar com maior precisão como o feedback interfere no desenvolvimento das habilidades sociais dos participantes.
  • Em busca da continuidade…

    Joly, Maria Cristina Rodrigues Azevedo (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2004-06-01)
  • Subjetividade e Arte de Rua: 100% Graffit

    Dupret, Leila (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2008-12-01)
    O trabalho de Psicologia Escolar/Educacional teve como ponto de partida uma demanda dos jovens que integram comunidades pertencentes a Itaipu, Camboinhas e Piratininga, região oceânica do Estado do Rio de Janeiro, e participavam de atividades oferecidas pela Fundação Gol de Letra. A meta da intervenção psicológica era interferir na construção da subjetividade dos membros do grupo participante com ações educativas complementares, a partir da realização de oficinas de grafite, conforme sugerida pelos jovens. Quando entendido como uma linguagem que pretende transmitir anseios ou revelar inquietações, o grafite inclui necessariamente o componente psicológico presente na arte. Ademais, na relação educativa é fundamental estimular a competência dos educandos, enaltecendo suas iniciativas, no sentido da independência de suas ações, decisões e possibilidades de auto-aperfeiçoamento no aprendizado. As oportunidades oferecidas, combinadas com a capacidade e potencial humano, podem favorecer o reconhecimento do pensamento criativo e a autonomia no processo de aprender.
  • ALFABETIZAÇÃO INICIAL VIA ENSINO SISTEMÁTICO PARA CRIANÇAS COM COMPORTAMENTOS EXTERNALIZANTES

    Guidugli, Priscila Meireles; Almeida-Verdu, Ana Claudia Moreira (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2021-10-08)
    RESUMO Comportamentos externalizantes como birra e agressividade são frequentemente concorrentes à aprendizagem acadêmica. A maior frequência de um comportamento em detrimento de outro pode indicar falhas no planejamento das condições de ensino. Verificou-se se três meninos, entre nove e 10 anos, com comportamentos externalizantes aferidos pelo instrumento TRF e não alfabetizados, aprenderiam leitura e escrita quando expostos ao ALEPP (Aprendendo a Ler e Escrever em Pequenos Passos). Programa de ensino com instrução baseada em equivalência e abordagem operacional de comportamentos simbólicos, com quatro unidades, divididas em 17 passos de ensino, precedidos e sucedidos por testes. Não houve intervenção sobre comportamentos externalizantes. Os resultados mostraram mais de 80% de acertos em leitura e escrita. Futuras pesquisas devem verificar a replicabilidade desses resultados com mais participantes e se a aquisição de repertórios acadêmicos afetaria a frequência de comportamentos externalizantes, considerando as habilidades do professor de reforçar repertórios acadêmicos em detrimento dos comportamentos externalizantes.
  • OS OBJETOS SEM SIGNIFICAÇÃO LÚDICA ESPECÍFICA NA BRINCADEIRA

    Marcolino, Suzana; Mello, Suely Amaral (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2021-10-08)
    RESUMO O artigo apresenta resultados de pesquisa de pós-doutoramento com objetivo de verificar se a apresentação de objetos sem significação lúdica específica articulada à retirada gradual de brinquedos cria uma circunstância em que o uso dos primeiros potencializa processos psicológicos em desenvolvimento na criança. O referencial teórico é a Psicologia Histórico-Cultural, mais precisamente a teoria de D. B. Elkonin sobre a brincadeira. A metodologia inspira-se na experimentação pedagógica: cria-se uma condição semelhante ao contexto pedagógico e realizam-se ações com vistas a conhecer seus efeitos. Participaram da pesquisa crianças entre 4 e 5 anos. Os resultados apontam que a retirada de brinquedos provoca a utilização de objetos sem significação específica e potencializa o uso da palavra nas situações nas quais a criança procura um objeto substituto para o brinquedo ausente. Essa ação da criança é indício que está dando passos rumo ao pensamento conceitual.
  • INCLUSÃO ESCOLAR E AUTISMO: SENTIMENTOS E PRÁTICAS DOCENTES

    Weizenmann, Luana Stela; Pezzi, Fernanda Aparecida Szareski; Zanon, Regina Basso (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMO A escola caracteriza-se como um importante espaço para o desenvolvimento de competências sociais e cognitivas de crianças, incluindo aquelas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Diante desse contexto, este estudo investigou a experiência de professores em relação à inclusão de alunos com TEA, contemplando sentimentos e práticas docentes. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, de cunho exploratório e de caráter transversal. Participaram quatro professoras de anos iniciais do ensino fundamental, que possuíam um aluno com TEA matriculado na turma. Utilizou-se de uma entrevista semiestruturada e a análise foi qualitativa, através da análise temática. Evidenciou-se que os primeiros sentimentos que emergiram nos professores foram o medo e a insegurança. Após o período de adaptação, esses sentimentos modificaram-se, transformando-se em segurança no seu trabalho. Com relação à prática pedagógica, foi verificado que os docentes realizaram adequações pedagógicas de acordo com as características de cada aluno.
  • LOS ELEMENTOS DE UN SISTEMA EDUCACIONAL INCLUSIVO DESDE LA PERSPECTIVA DE LOS PROFESORES

    García, Marta Medina; Toledo, Luis Doña (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMEN La educación inclusiva es el derecho que garante la participación de todos los alumnos, así como su participación y también la posibilidad de progresar dentro del sistema educacional. A lo largo del estudio, daremos una breve mirada en ese proceso, que sigue en marcha, abordando los aspectos más relevantes en relación a la legislación y literatura referente a este tema. El objetivo principal es proponer una escala de medida del nivel de inclusión y conocer cuáles son los aspectos fundamentales para realizar una inclusión verdadera. El aspecto más nuevo incluido en este estudio está relacionado a los resultados de la investigación empírica, que empresta una estructura científica para ese proceso. Proponemos una escala de mensuración para la educación inclusiva (CSEI) que - llevando en consideración la opinión de 133 profesores - incluye 10 factores considerados esenciales para llegarse a una conclusión confiable. Además de eso, usando modelos de regresión causal y linear, podemos ilustrar el hecho de que el conocimiento relativo a la inclusión es más importante que el conocimiento relativo a la deficiencia. Además de eso, la mejora en las medidas de integra, así como la corrección de deficiencias en la enseñanza, son aspectos fundamentales a ser considerados para cumplirse la educación inclusiva.
  • PSICOLOGIA E POLÍTICAS EDUCACIONAIS: ESTADO DO CONHECIMENTO NAS PÓS-GRADUAÇÕES DO DISTRITO FEDERAL (2006-2014)

    Bauchspiess, Carolina; Pedroza, Regina Lúcia Sucupira (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMO O tema das políticas educacionais passou a ser problematizado pela Psicologia Escolar, de forma mais enfática, há cerca de 30 anos, concomitante ao movimento pelo seu compromisso social. Esta pesquisa objetivou fazer uma análise do estado do conhecimento da produção das pós-graduações em Psicologia do Distrito Federal, entre 2006 e 2014, sobre políticas educacionais. As teses e dissertações desses programas foram levantadas nos repositórios digitais dessas universidades. Foram selecionadas aquelas que se referiam a políticas educacionais, totalizando 5l estudos. Estes foram classificados em categorias: educação inclusiva; projetos político-pedagógicos e gestão; formação, inserção e atuação do psicólogo escolar e equipe psicopedagógica; formação de professores; organização do sistema de ensino; educação do campo; e políticas intersetoriais. Evidenciou-se uma diversificação e consolidação do tema das políticas educacionais ao longo desse período, bem como, o papel da pós-graduação de problematizar a questão, a fim de promover a democratização da educação.
  • A DIMENSÃO SUBJETIVA DA PROFISSÃO DE PSICÓLOGO ESCOLAR: DESAFIOS AOS PROCESSOS FORMATIVOS

    Matos, Cíntia de Araújo; Rossato, Maristela Martins (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMO Este artigo apresenta uma discussão sobre a configuração subjetiva da profissão sinalizando a importância de processos de formação continuada que sejam mobilizadores de novos recursos subjetivos. Aborda a relação entre o processo de formação continuada e os modos de atuação profissional, numa perspectiva que considera a subjetividade como elemento a ser considerado nos espaços formativos. Para dialogar com os pressupostos da Teoria da Subjetividade, utilizaram-se os princípios epistemológicos e metodológicos da Epistemologia Qualitativa para a construção de um conhecimento concebido como um processo de construção interpretativa. Na participante da pesquisa, a configuração subjetiva da profissão pode ser reconhecida pela abertura às novas aprendizagens e ao próprio processo de desenvolvimento, pelo movimento de ação orientado pelo outro, pelo envolvimento/compromisso com a Educação Inclusiva, pela crença na potencialidade do estudante, pela crença no trabalho coletivo e pelos valores pessoais que possibilitam uma relação positiva e saudável com a vida.
  • GRADE CURRICULAR DOS CURSOS DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA: ANÁLISE DA FORMAÇÃO PARA EDUCAÇÃO ESPECIAL

    Nakano, Tatiana de Cássia (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMO O surgimento de áreas emergentes de atuação na Psicologia tem exigido mudanças no processo de formação. Com o objetivo de analisar como a formação em psicologia tem preparado o futuro profissional para atuar na educação especial, a grade curricular de 34 cursos de graduação nacionais com melhor avaliação foi realizada. Por meio da consulta aos websites das instituições, as disciplinas que apresentavam alguma referência direta à educação especial foram selecionadas, em um total de 36 diferentes disciplinas, agrupadas em três categorias: as que apresentam tal modalidade restrita a algum tipo de déficit ou transtorno, aquelas que não especificam qual o foco da educação especial e aquelas voltadas às altas habilidades/superdotação. Os resultados mostraram que a maior parte dos cursos concentra, em média, duas disciplinas dessa natureza ao longo da formação, usualmente oferecida entre o 3o e 10o semestre do curso, majoritariamente sob a forma de disciplinas optativas.
  • CONSCIÊNCIA FONOLÓGICA E FUNÇÕES EXECUTIVAS: ASSOCIAÇÕES COM ESCOLARIDADE E IDADE

    Santos, Ingrid Michélle de Souza; Roazzi, Antonio; Melo, Monilly Ramos Araujo (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2020-11-30)
    RESUMO Tanto a consciência fonológica como as funções executivas se desenvolvem gradualmente e progridem com o avanço da escolaridade. Tais especificidades nos incentivam a investigá-las em crianças no início da escolarização. O objetivo deste estudo foi explorar as associações entre os dois grupos de competências, tomando-se a idade e a escolaridade como covariantes. Participaram 152 crianças de ambos os sexos, egressas de escolas públicas do maternal e do pré-escolar. Foram aplicados os seguintes instrumentos: Escala de maturidade Mental Columbia (CMMS), Teste de Habilidades Preditoras da Leitura (THPL), Teste de Trilhas para Pré-escolares (TT-P) e a Tarefa Stroop Dia e Noite. Os resultados apontaram para correlações de fracas a moderadas entre faixa etária e os componentes das funções executivas. Já em relação à consciência fonológica, verificamos correlações de magnitude fraca, mas estatisticamente significativa. Concluímos a favor da influência da idade e da escolaridade sobre a consciência fonológica e as funções executivas.
  • O Modelo RTI como estratégia de prevenção aos transtornos de aprendizagem

    Batista, Mariana; Pestun, Magda Solange Vanzo (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2019-12-02)
    Resumo Esta investigação buscou apresentar o modelo RTI, bem como sua pertinência e relevância como proposta efetiva e alternativa às bases curriculares brasileiras. Foi realizada uma revisão bibliográfica, que contemplou publicações científicas, nacionais e internacionais, desenvolvidas nos últimos 10 anos. Utilizaram-se como descritores: “resposta à intervenção”, “educação” e “transtorno de aprendizagem” (respectivos em inglês). Os textos recuperados foram lidos, analisados e categorizados: (a) Antecedentes históricos; (b) estrutura do programa; (c) efeitos observados para consolidação do modelo; (d) possíveis contribuições da RTI à educação brasileira. O sistema educacional brasileiro pode enfrentar seus índices de fracasso e evasão escolar ao adotar a RTI. O modelo pode favorecer: (1) a prevenção, por meio do monitoramento periódico do desempenho das crianças; (2) o caráter corretivo, ao ofertar tutoria. Considera-se que discussões sobre os efeitos da RTI são emergentes e necessárias, pois são relativamente recentes no Brasil, especialmente para consolidar a função de transformação social dos agentes educacionais.
  • Encaminhamentos escolares na rede de representações de educadores e profissionais da saúde

    Gonçalves, Maria Rozineti; Gualtieri, Regina Cândida Ellero (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2019-12-02)
    Resumo Neste estudo, analisamos valores, ideias e práticas que regulam a lógica de encaminhamentos escolares realizados por profissionais da educação e da saúde. Investigamos os encaminhamentos de uma escola para um centro de avaliação, ambos do sistema educacional público do município de São Paulo. Entrevistamos professores, gestores e profissionais da saúde, examinamos relatórios de encaminhamentos com as queixas escolares e outros documentos. Os dados indicaram que a escola tende a encaminhar alunos que discrepam do desempenho ou comportamento considerado padrão. No contexto estudado, isso não significou desresponsabilizar-se de sua função pedagógica, embora aparentemente sim, ao culpabilizarem alunos e famílias pelas dificuldades escolares. Em suas representações, escola e centro revelam insatisfação mútua. Os educadores têm restrições ao trabalho dos profissionais do centro e vice-versa e ambos parecem desconhecer como integrar os respectivos saberes para solucionar os encaminhamentos escolares.
  • Interações professora - criança em uma sala de recursos: caminhos para a co-construção da aprendizagem

    Pinto, Viviane Fernandes Faria; Maciel, Diva Maria Moraes Albuquerque (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2019-12-02)
    Resumo Este artigo identifica e analisa as interações entre uma professora e uma criança, com atrasos no desenvolvimento da linguagem, em uma sala de recursos de Brasília. No estudo, de base qualitativa, foram observadas as estratégias comunicativas e metacomunicativas utilizadas no processo de aprendizagem, com foco na construção da linguagem, a partir da análise microgenética de episódios interativos. Como perspectiva teórica, adotou-se uma compreensão cultural do desenvolvimento que ressalta o caráter bidirecional e interativo da aprendizagem. O estudo sugere a adoção, pela professora, de diferentes estratégias pedagógicas que atuam nas zonas de desenvolvimento e aprendizagem e que resultam na emergência de atitudes colaborativas entre professora e criança, evidenciando uma relação interativa que sinaliza para a co-construção da aprendizagem. A partir das discussões suscitadas pelo estudo, salienta-se a importância dos atendimentos personalizados e co-participativos para crianças que integram sistemas educacionais inclusivos.
  • PERCEPÇÕES DE PROFESSORES E ALUNOS SOBRE A VIOLÊNCIA ESCOLAR: UM ESTUDO QUALITATIVO

    Gomes, Gilberto de Miranda Ribeiro e Buso; Bittar, Cléria Maria Lobo (Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), 2021-10-29)
    RESUMO O estudo teve como objetivo conhecer as percepções de alunos e professores do Ensino Fundamental e Médio sobre a violência escolar. Trata-se de um estudo de natureza qualitativa que utilizou o grupo focal como forma de coleta de dados. A violência física e verbal foram as respostas mais comuns sobre formas identificadas de violência escolar. Fatores psicológicos e socioeconômicos, prejuízo nas relações familiares, problemas de ordem pessoal e educacional, foram apontados como fatores predisponentes para a ocorrência das diversas formas da violência escolar. Ações de cunho educativo, participação do poder público de forma punitiva (polícia) e presença dos profissionais de psicologia, psiquiatria e da assistência social foram apontados como medidas para coibir a violência escolar, além do maior envolvimento da família na escola. Entende-se que a violência escolar pode ser enfrentada por meio da valorização dos direitos humanos e da ação conjunta da escola, família e comunidade.

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