Revista Brasileira de Educação Médica publishes debates, analyses and results of investigations into issues considered relevant for medical education.

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Recent Submissions

  • Implicações Éticas do Uso de Animais no Processo de Ensino-Aprendizagem nas Faculdades de Medicina do Rio de Janeiro e Niterói

    Bastos, Jean Carlos Ferreira; Rangel, Adriana Martins; Paixão, Rita Leal; Rego, Sergio (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-25)
    Resumo: O principal objetivo deste trabalho foi identificar e analisar o uso de animais e dos chamados “métodos alternativos” a este uso no ensino médico, assim como caracterizar a penetração do atual debate acerca da ética no uso de animais entre os professores envolvidos em disciplinas que utilizam animais. Foram identificados sete instituições que possuem disciplinas cujos professores utilizam animais em aulas práticas e/ou demonstrativas. Foram entrevistados os docentes que ministram aulas nessas disciplinas através de um questionário semi-aberto. Os resultados indicaram que quatro das sete instituições utilizam animais em aulas, não havendo, necessariamente, coincidência em relação às disciplinas que fazem esse uso nas diferentes escolas. O animal mais utilizado em aulas é o camundongo e, dentre os métodos alternativos, os recursos audiovisuais. A maioria dos entrevistados não conhece leis brasileiras sobre o uso de animais e considera impossível abolir o uso de animais no ensino. Este estudo demonstra a necessidade de ampliar a discussão da ética aplicada à saúde, incluindo a discussão sobre o uso de animais no âmbito da formação profissional na área biomédica/biologia em nosso país.
  • Desarrollo Moral em Bioética: ¿Etapas, Esquemas o Ámbito Morales?

    Kottow, Miguel; Schramm, Fermin Roland (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-28)
    Resumen: La teoría cognitivo-evolutiva iniciada por Piaget y desarrollada en el campo del desarrollo moral por Kohlberg, se basa em un ascenso escalonado, estructurado y no reversible del juicio moral del niño y del adolescente. El adulto se encuentra anclado em la etapa más alta que haya logrado alcanzar durante su maduración - geralmente la etapa convencional -, donde ejerce la competancia moral necessaria para la convivencia social em respeto de normas y leyes vigentes. Las éticas aplicadas ponen a los agentes profesionales frente a dilemas inéditos, no cubiertos por la moral cívica convencional, y que requieren la adquisición de nuevas perspectivas Morales. Este proceso de enriquecimento del juicio moral no sigue los lineamientos de Kohlberg, que están pensados para el individuo em maduración, sino que consistirian en una amplicación de competencias bioéticas no sería, según aqui postulado, un cambio de nivel o etapa sino una extensión de la estructura moral de la persona. Apoyados en Taylor, MacIntyre y Ricoeur, sugerimos que el ejercicio y la comprensión de narrativas pueden enriquecer a la persona de tal modo, que desarrolle la sensibilidad para entender los valores morales involucrados en situaciones biomédicas y la competencia para discurrir y sigerir soluciones adecuadas a los dilemas que allí se presentan.
  • Desenvolvimento de competência moral na formação médica

    Gontijo, Eliane Dias (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-11-22)
    Resumo: Introdução: A prática da medicina requer competência moral, além de competências técnicas. Na formação médica, os docentes são corresponsáveis por apresentar os valores intrínsecos aos direitos humanos e mediar o desenvolvimento de atitudes, motivação e práticas, além de servirem como modelos aos jovens aprendizes. Desenvolvimento: Educar em valores não significa que os professores podem escolher aqueles a serem seguidos pelos alunos. A competência moral compreendida como a capacidade de julgar e tomar decisões segundo princípios internos é uma habilidade, mais do que uma simples atitude, que pode e deve ser construída ao longo da vida. Assim, a educação/formação moral deve ser entendida como um processo que conduz o sujeito à reflexão sobre situações cotidianas, envolvendo dilemas morais. O futuro profissional tem a oportunidade de se sensibilizar para considerar a singularidade de cada situação diante de decisões e avaliações, bem como se responsabilizar pelas escolhas feitas e pelas suas consequências. Para o desenvolvimento da competência moral nos processos formativos, os professores devem ampliar, para além da transmissão de informações, a reflexão sobre o compromisso social e ético e buscar a formação de cidadãos autônomos, críticos e participativos. Acreditar que apenas o exemplo do professor é capaz de promover o desenvolvimento moral restringe a questão aos seus aspectos afetivos, pois, assim, não se vislumbram os aspectos cognitivos da formação moral e o pensamento crítico para o favorecimento da abordagem e condução de conflitos morais ao longo da vida acadêmica e profissional. Conclusão: Os valores morais necessitam deixar de serem impostos por agentes externos e converterem-se em diretrizes internas, legitimadas pela própria pessoa e, portanto, desenvolvidas por meio de uma reflexão crítica, responsável, autônoma e criativa de cada sujeito. Mais do que aprender teorias ou discutir os grandes filósofos, os alunos devem ser capazes de despertar em si mesmos sentimentos e atitudes que os levem a valorizar convicções humanistas e humanitárias, e adotar comportamentos justos e empáticos como elementos essenciais da boa prática médica, de modo que se tornem moralmente competentes.
  • Promoção à Saúde de Adolescentes: um Programa de Extensão em Medicina Social

    Moreira, Maria Isabel Gondim Borges; Pinheiro, Sandra de Azevedo (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-23)
    Resumo: Apresentam-se as atividades realizadas em um programa de promoção a saúde junto ao Projeto dos Meninos, que atende 40 adolescentes em situação de risco psicossocial, ligado a um centro comunitário em Uberaba (MG). As atividades são desenvolvidas por docentes do Departamento de Medicina Social e acadêmicos do primeiro ano de medicina durante um semestre letivo, buscando não somente contribuir para compreensão da realidade circundante, estudando-a em diálogo com outros setores, mas também para incorporação de valores transcendentes, como direitos humanos, solidariedade, e ética e responsabilidade social. Foram realizadas visitas domiciliares e discussão de temas de saúde através de equipe constituída de acadêmicos de medicina, adolescentes e educadores do Projeto, entre outros. Os resultados das discussões são compartilhados com a equipe do Programa de Saúde da família que atua na microárea, servindo de subsidio para que desenvolvam também ações junto àquela população. O processo evidenciou entre os acadêmicos resistência inicial a conhecera realidade social dos meninos, a assumir compromisso com aspectos de saúde-doença daquela comunidade e a desenvolver atividades conjuntas. Durante o processo, ocorreu mudança para comportamento mais afetuoso de ambos os grupos (meninos e estudantes) troca de informações e experiências, bem como elaboração conjunta de eventos educativos. Esta atividade fez com que, de um lado, os alunos pudessem estar atuando na promoção à saúde física e mental dos meninos e, de outro, pudessem estar refletindo sobre seu compromisso social e a importância do trabalho em equipe, habilidades que deverão ser exercidas pelo futuro médico.
  • CONTRA O USO DESUMANO DOS SERES HUMANOS: O COMPORTAMENTO ÉTICO DO PESQUISADOR

    Quadra, Antonio Augusto F. (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-07-28)
    Resumo: A discussão dos principais dilemas éticos da prática médica e da pesquisa clínica deveria constituir-se em preocupação dos cursos de pós-graduação em Medici na, face à finalidade de formação de docentes e pesquisadores. A Deontologia não consta mais do conjunto de disciplinas curriculares obrigatórias e seu ensino parece bastante deficiente. O autor, adicionalmente, recomenda a revisão do atual Código de Ética Médica, por obsoleto, apresenta os pontos básicos para a pesquisa biomédica envolvendo seres humanos e sugere que, em nível de cada coordenação de curso de pós-graduação, haja uma comissão de avaliação ética dos projetos de tese.
  • Informed Consent in Graduate Education in Croatia

    Gosic, Nada (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-25)
    Abstract: Along with research on informed consent (since 1972), the need emerged to introduce this problem into bioethical education. Graduate education offers the possibility for scientific analysis of professional moral dilemmas with which physicians and related health care professionals are confronted when performing their professional activities. The issue especially relates to the patronizing relationship with patients, their traditional position, the realization of patients´ rights, duties of physicians and related health care professionals towards patients, and ethical matters in biomedical research. The answers to these issues, which contain the specification of informed consent, cannot be found exclusively in medicine and are a topic of social and human sciences. This article stresses the interdisciplinary approach towards researching informed consent, explains the relationship between informed consent and bioethics and philosophy, and presents the legal framework for informed consent in Croatia. The author then proceeds to define the problem of informed consent in the teaching curriculum and the simplification of objectives and tasks in learning about informed consent. Methods and examples of pedagogical and andragogical principles used to help comprise this program are offered, and methods used to achieve it are provided.
  • Enseñando Bioética: Prioridad de Substancia sobre Método

    Kottow, Miguel (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-23)
    Resumen: Aún persisten discusiones acerca de si la medicina posee una moral interna, que estaría representada por la bioética. Alternativamente, la bioética ha sido considerada como un método para resolver problemas éticos en clínica. El presente artículo apoya el carácter disciplinario de la bioética y su función en reflexionar sobre la moral interna de las prácticas biomédicas. El principialismo no ofrece un análisis de suficiente rigor, como tampoco lo hacen las propuestas más pragmáticas. Baseado en el cambio de carácter que está modificando la práctica de la medicina, se propone rediseñar el currículo en base a 6 temas que están marcando el futuro de la medicina: el predominio de lo económico, la sofisticación tecnocientífica, la erosión entre salud y enfermedad y entre medicina terapéutica y medicina desiderativa, el énfasis en medicina preventiva y pública y, finalmente, las repercusiones de todos estos cambios en la realidad sanitária latinoamericana. Estos nuevos desafíos requieren un debate axiológico renovado, mediado por una bioética rigurosamente disciplinada, que amplíe el ámbito moral de los educandos más allá de sólo darle una competência algorítmica para resolver problemas ético-clínicos.
  • Attitudes and perceptions of teachers and medical students regarding suicide

    Amorim, Maria Gardenia; Kubrusly, Marcos; Gomes, Sócrates Belém; Plens, Isabella Cabral Marinho; Rocha, Hermano Alexandre Lima; Silva, Anamaria Cavalcante e (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-11-22)
    Abstract: Introduction: The World Health Organization (WHO) estimates that there are around one million deaths by suicide a year worldwide, more than the total sum of deaths caused by wars and homicides, which results in one death every 40 seconds. Despite the existence of several scientific publications on suicide prevention, there have been studies showing that health professionals are not trained to adequately care for individuals at risk of suicide. Objective: This study aimed to understand the attitudes and perceptions of medical school students and teachers regarding suicide. Methods: This is a cross-sectional, descriptive study, with a quantitative and qualitative approach, approved by the Research Ethics Committee, which assessed a sample of 180 students attending the 8th and 11th semesters and 57 teachers from different semesters of the evaluated medical courses. The data were obtained by applying the Suicide Behavior Attitude Questionnaire (SBAQ), in addition to a sociodemographic questionnaire. The data were submitted to descriptive and analytical statistics. Results: Regarding professional capacity, the scores were low for both students (median 5.5) and teachers (median 5.25). Students who had seen someone exhibiting suicidal behavior (p = 0.002) and those attending the more advanced semesters (p = 0.04) felt more confident when treating patients at risk of suicide. There was a significant difference regarding the Right to Suicide factor among students who said they were religious (p = 0.001), as also among the teachers who attended religious services with a higher frequency (p = 0.02). Conclusions: We conclude that students and teachers have had little experience with suicide in the assessed medical courses, which contributes to low level of training and the feeling of insecurity, indicating the need to give more importance to the subject in the undergraduate medical school, aiming to allow the acquisition of knowledge and skills for a competent and preventive medical practice regarding suicide.
  • Exercício Profissional da Medicina por Estudantes

    Ambrósio, Melicégenes Ribeiro; Spíndola, Eduardo Borba; Santos, Gustavo Travaglia; Paiva, Hildo Chaves Ferreira de; Pacheco, Leonardo França; Patrocínio, Lucas Gomes; Oliveira, Lucas Menezes; Silva, Luciano Leandro da; Lima, Roque Gabriel Rezende de (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-28)
    Resumo: As atividades práticas desempenhadas pelo aluno de medicina são indispensáveis e devem ser realizadas em ambiente universitário. Quando este procura outros serviços para exercer a profissão médica, infringe os códigos de ética médica e penal brasileiros. Objetivamos identificar e analisar as atividades profissionais na área médica exercidas pelos estudantes de medicina da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) fora desta instituição. Foi aplicado um questionário com 19 perguntas a 173 alunos do 6o a 12o períodos do curso médico da UFU. Verificou-se que 23,70% dos alunos exerceram a profissão médica fora da instituição de ensino. Durante o último ano do curso, 63,16% já o fizeram. A totalidade destes alunos prestou serviços remunerados, a maioria em hospitais públicos (48,78%) e 21,96% os realizam frequentemente. Ademais, 46,34% das atividades foram indicadas por médicos formados, coniventes com tal situação; 31,71% nunca dizem ao paciente que não são médicos formados; 39,03% consideram tais atividades totalmente antiéticas e 68,29% totalmente ilegais, mas mesmos assim continuam a praticá-las. Este dados preocupantes mostram ser imprescindível uma atuação conjunta de professores, CFM e dos próprios alunos com o objetivo de corrigir este grave erro de conduta.
  • Influence of religiosity on medical students’ mental health

    Leite, Larissa Cruvinel; Dornelas, Larissa Vitoria; Secchin, Laura de Souza Bechara (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-04-26)
    Abstract: Introduction: Mental health was included as one of the top ten health indicators and studies have shown it is related to religiosity and spirituality (R/S). Objective: The aim of the present study is to evaluate whether the degree of R/S of medical students influences anxiety and depression disorders during undergraduate school. Method: This study was carried out with a convenience non-probabilistic sample, consisting of 298 students. The Duke Religiosity Index in Brazilian Portuguese (P-DUREL) was used in questionnaire form, whereas, to map depression, anxiety and stress, DASS-21 was applied. Results: It was demonstrated that the different dimensions of religiosity have no association with the students’ emotional disorders, anxiety and stress. Conclusions: It is possible to propose recommendations for future research, so that the results can be used in meta-analysis studies. Studies that did not show a significant association between the variables cannot be neglected, so that the positive and negative dimensions of the association between R/S and mental health can be investigated.
  • O Ensino da Ética nas Faculdades de Medicina do Brasil

    Muñoz, Daniele; Muñoz, Daniel Romero (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-05-21)
    Resumo: Avaliou-se o ensino da ética nas 103 faculdades de Medicina existentes no Brasil, em 2001, confortando-o com pesquisa realizada há uma década. O levantamento foi realizado por meio de questionários e contato com os responsáveis pela disciplina. Os resultados principais mostram que a ética é ensinada em 93 faculdade e 10 são escolas novas; em 32,3% das escolas, a ética e disciplina autônoma, em 58% é matéria lecionada em outra(s) disciplina(s), principalmente a Medicina legal, em 5,4% disciplina autônoma e também matéria associada a outra(s) disciplina(s), e em 4,3% é matéria associada a módulos interdisciplinares. Na maioria das faculdades, é lecionada apenas no 4° ano; em 63,4% da faculdade, a carga horária de ética não ultrapassa 45 horas, e em 74,2% delas é de 60 horas, no máximo. Conclui-se que nos últimos dez anos não houve mudanças significativas no ensino da ética nas faculdades de Medicina do Brasil, mais nota-se uma tendência para sua melhoria.
  • O ENSINO DA ÉTICA MÉDICA, EM NÍVEL DE GRADUAÇÃO NAS FACULDADES DE MEDICINA DO BRASIL

    Meira, Affonso Renato; Cunha, Marylu Motta e Silva (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-01-13)
    Resumo: Os autores procuraram conhecer a realidade do ensino da Ética 1Hédica nas Faculdades de Medicina no Brasil a nível de graduação. Assim, entraram em contato com o responsável pela matéria, obtendo uma série de informações que apresentam, lamentando o assunto.
  • A Modernidade Desencantada, a Crise da Medicina e o Imaginário Institucional

    Sá, Manoel R. Castro (Associação Brasileira de Educação Médica, 2020-11-30)
    Resumo: Constataram-se as profundas amarras do saber médico ao modelo e às normas da ciência moderna, que, ao dissociar razão/sujeito, produz uma ciência que centro seu objeto de estudo no corpo anatomopatológico, caracterizando-se, desta forma o aprimoramento da ciência médica ao paradigma da simplificação. A partir ainda das negatividades da dissociação racionalidade/subjetividade, é pensada a crise da modernidade, bem como a crise da medicina e da fonnação médica. Sugere-se a ruptura com o paradigma da simplificação como o caminho possível para a construção de um novo modelo de formação médica medicina da complexidade. Acredita-se que somente a partir de profundas mudanças através das quais se conceba a pedagogia como “escola de gestão de sujeitos”, será possível a superação de uma medicina orgânica e o surgimento de uma nova concepção em educação médica, que, por sua vez participe, dentro de suas limitações, da construção de um novo homem e uma nova humanidade.
  • Análise Crítica das DCN à Luz das Diversidades: Educação Médica e Pandemia da Covid-19

    Raimondi, Gustavo Antonio; Tourinho, Francis Solange Vieira; Souza, Fernando Gontijo Resende; Pereira, Douglas Vinícius Reis; Oliveira, Denize Ornelas Pereira Salvador de; Rosa, Luciana Martins (Associação Brasileira de Educação Médica, 2020-10-02)
    Resumo: Introdução: Os movimentos sociais, organizados em torno da reforma sanitária, contribuíram para a institucionalização do processo de formação em saúde no país que deve estar em consonância com as reais necessidades de saúde da população e, dessa forma, promover a inclusão e equidade na perspectiva da social accountability. Isso se torna ainda mais importante no contexto da pandemia da Covid-19, já que se vivencia uma nova prioridade de saúde. Entretanto, o que se tem observado ao longo da pandemia da Covid-19 é um despreparo profissional para um cuidado integral em saúde que considere as pessoas e comunidades historicamente invisibilizadas. Objetivo: Analisar criticamente as questões das diversidades em relação às Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Medicina (DCN). Desenvolvimento: Por meio de três blocos temáticos - “Análise comparativa das DCN de 2001 e 2014 na perspectiva da diversidade”,“Como podemos problematizar as questões da diversidade a partir das DCN de 2014?” “As DCN de 2014 e o que precisamos tornar mais evidente na busca pela diversidade no ensino médico” -, aprofundou-se o debate crítico e reflexivo sobre a educação médica a partir da perspectiva de diversidade. Constatou-se a necessidade de uma articulação formativa e assistencial com as demais políticas públicas em saúde, principalmente aquelas relacionadas a populações marginalizadas. Conclusão: A pandemia da Covid-19 mostra-se como uma oportunidade de a mídia e a sociedade como um todo olharem para as desigualdades sociais em saúde, considerarem a relevância do SUS e enfatizarem os múltiplos apontamentos contemporâneos que evidenciam que os projetos pedagógicos e os componentes curriculares dos cursos de Medicina precisam ser atualizados e se comprometer com a construção de uma proposta de ensino e cuidado em saúde que valorize a diversidade e diminuição das iniquidades em saúde.
  • O Caminho se Faz ao Caminhar: Novas Perspectivas da Educação Médica no Contexto da Pandemia

    Felisberto, Laíse Carla da Costa; Giovannini, Patricia Estela; Diógenes, Isabelle Cantídio Fernandes; Carlos, Lucas Pontes Nunes; Lins, Lindercy Francisco Tomé de Souza (Associação Brasileira de Educação Médica, 2020-10-02)
    Resumo: Introdução: Este relato aborda os aspectos relacionados à experiência vivenciada durante a pandemia da Covid-19, na vigência da suspensão das atividades presenciais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), e apresenta a estratégia desenvolvida por meios digitais para mitigar os impactos no processo formativo de futuros médicos e na atenção à saúde de mulheres e adolescentes. Participaram três professoras do Departamento de Ciências Biomédicas (DCB-UERN), 31 estudantes do curso de Medicina, 12 residentes do Programa de Residência Médica em Ginecologia e Obstetrícia (PRMGO) da UERN/Prefeitura Municipal de Mossoró (PMM), dois técnicos e 150 pacientes, em espaços virtuais e nos cenários de práticas do PRMGO da UERN/PMM, em ambulatórios de ginecologia e obstetrícia (GO) da FACS/UERN e no Programa de Extensão Pró-Mulher. Relato de Experiência: Realizaram-se 18 webinários multiprofissionais, além da utilização de um aplicativo para acompanhamento no pré-natal, redes sociais como ferramentas de promoção da saúde e desenvolvimento de pesquisa e um instrumento de avaliação da qualidade da informação em saúde. Discussão: Ações de apoio ao estudante e o estímulo ao desenvolvimento docente contribuem para a redução dos impactos da pandemia, nas dimensões da educação e da atenção à saúde. O envolvimento de estudantes na produção de materiais educativos e a realização de palestras e sessões demonstrativas por meios remotos podem promover a aprendizagem e o desenvolvimento de competências médicas. Entretanto, o uso das tecnologias digitais na educação médica e na atenção à saúde implica enorme responsabilidade ética, social e política perante a salvaguarda dos direitos humanos, devendo ser assegurada a utilização adequada e segura das tecnologias. Conclusão: Em cenários desafiadores no interior do Rio Grande do Norte, na Região Nordeste, é possível promover a aprendizagem significativa e contribuir para o desenvolvimento de competências médicas mediante a inclusão digital genuína, com ações integradoras e interdisciplinares, cujos benefícios poderão ser ampliados por políticas afirmativas que contemplem as características e os indicadores regionais, de modo a diminuir as assimetrias.
  • Programa de Mentoria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alfenas: relato de experiência

    Couto, Dyecika Souza; Vieira, Gabriela Itagiba Aguiar; Mulati, Stela Lima; Bressan, Vânia Regina (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-11)
    Resumo: Introdução: O Programa de Mentoria do curso de Medicina da Universidade Federal de Alfenas (Unifal) foi inspirado em programas de mentoring implantados em escolas médicas brasileiras desde a década de 1990, reconhecendo que a formação do futuro médico é marcada por intenso estresse acadêmico e emocional. Relato de experiência: O Programa de Mentoria tem papel preventivo e de suporte para o desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes de Medicina. As ações visam acompanhar o estudante longitudinalmente para proporcionar momentos de reflexão, tomada de consciência e desenvolvimento de competências para enfrentar os meios acadêmico, social e profissional. O mentor provê ao estudante uma figura-modelo que atua como suporte para auxiliá-lo nas vicissitudes do processo de ser médico. Discussão: Segundo os participantes, o Programa de Mentoria permite troca de experiências, aprendizagem e reflexão sobre temas relevantes da profissão e da vida acadêmica, atendendo às exigências das Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Medicina para uma formação geral, humanista, crítica, reflexiva e ética. Conclusão: O Programa de Mentoria é exemplo de intervenção possível para prevenção de doenças e promoção da saúde durante a formação médica e contribui para o desenvolvimento de habilidades nos contextos pessoal e profissional.
  • Abordagem do suicídio na educação médica: analisando o tema na perspectiva dos acadêmicos de medicina

    Soeiro, Ana Cristina Vidigal; Limonge, Lívia Gomes; Lopes, Nicole Salomão; Fayal, Syenne Pimentel (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-02-15)
    Resumo: Introdução: O Brasil figura entre os países com maior número de suicídios no mundo, contudo o estigma relacionado ao tema ainda persiste, realidade que se reflete em sua escassa problematização na educação e prática médicas. Objetivo: O estudo foi realizado com o objetivo de conhecer as percepções e atitudes de acadêmicos acerca de temas relacionados ao suicídio, de modo a identificar a inserção da temática ao longo da graduação. Método: Trata-se de uma pesquisa de natureza descritiva, exploratória e transversal, com uso de metodologia quantitativa. O estudo teve início após aprovação por Comitê de Ética em Pesquisa e contou com participação de uma casuística de 188 alunos matriculados no curso de Medicina de uma universidade pública do Pará. Os dados foram coletados de forma presencial, por meio da utilização de um questionário semiestruturado, após assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Resultados: A maioria dos participantes atribuía importância ao tema, mas observou-se que ainda há pouca inserção de conteúdos relacionados à temática ao longo da educação médica, haja vista o fato de a grande maioria dos participantes não conhecer nenhum manual ou protocolo de intervenção nessa área. Além disso, mais da metade dos acadêmicos relataram dificuldades em relação à realização da notificação compulsória. Conclusões: Apesar da inclusão de temas relacionados à saúde mental ao longo da formação acadêmica, a problematização do suicídio ainda precisa ser intensificada nos conteúdos curriculares da educação médica. Trata-se de uma medida importante para o alcance de intervenções mais eficazes e qualificadas, particularmente pela relevância que o assunto vem adquirindo nos tempos atuais.
  • Reflexões sobre a quarentena: uma estratégia de acolhimento de discentes em um grupo de mentoring

    Rocha, Ana Carolina; Falcão, Isadora; Lima, João Guilherme Ávila de; Carvalho, Jociele Moreira de; Higino, Maria Luisa de Oliveira; Diniz, Rosiane Viana Zuza (Associação Brasileira de Educação Médica, 2021-06-11)
    Resumo: Introdução: Notícias sobre a pandemia de Covid-19 chegam constantemente via meios de comunicação, e, rapidamente, há elevada sobrecarga de informações e inseguranças cotidianas. Para os estudantes de Medicina, essas mudanças podem ter efeito ainda mais significativo, pois já apresentam certo grau de adoecimento e queda da qualidade de vida pelo estresse acadêmico. Nessas situações, estratégias de reflexão, fala e escuta ativa podem ser úteis para a saúde mental. Relato de experiência: Este relato apresenta, de forma descritiva, a análise reflexiva da percepção discente sobre facilidades e adversidades vivenciadas durante o distanciamento social proporcionado pela pandemia de Covid-19, bem como avalia de que modo a participação na mentoria interferiu nesse processo. Os estudantes responderam a um questionário de seis perguntas abertas sobre as experiências e a saúde mental deles. Esse questionário teve como objetivos refletir sobre o momento e compreendê-lo para melhorar a condução dos encontros do mentoring e minimizar um eventual impacto negativo na saúde mental dos discentes. Após a anuência dos participantes, por meio do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, as respostas foram analisadas em anonimato e coletivamente pelos próprios estudantes, de forma categorial temática, encontrando os núcleos de sentido a partir da leitura do corpus textual para identificação das unidades de análises. Discussão: Houve 12 respondentes, o que representa uma taxa de resposta de 92,3% dos estudantes aos quais foi enviado o questionário, no qual apontaram o impacto da pandemia na saúde mental, fizeram uma reflexão interior, indicaram os mecanismos adaptativos e apresentaram os aspectos da mentoria que a tornaram um ambiente seguro e de suporte. Conclusão: A análise revelou que muitos discentes estão enfrentando dificuldades de adaptação, sobretudo quanto à saúde mental, como instabilidade emocional, revolta e frustração. Todavia, relataram-se positividade, desenvolvimento de hobbies e aumento do autoconhecimento e da comunicação com familiares. Apesar das limitações dos encontros remotos, não houve prejuízos de aproveitamento do programa e alcance de seus objetivos.
  • Humanismo e Tecnicismo na Formação Médica

    Moretto, Renato Alves; Mansur, Odila F. Carvalho; Araújo Júnior, Jair (Associação Brasileira de Educação Médica, 2020-09-23)
    Resumo: Traça-se o perfil do estudante de Medicina e do médico, buscando encontrar uma dimensão humana no processo ensino-aprendizagem em Educação Médica. Evidencia-se o caráter ansiogênico da prática médica e os riscos advindos à saúde mental do profissional. Visando a uma educação humanista, propõe-se mais debates sobre emoções, sociopatias e relação médico-paciente, pressupostos básicos à saúde mental na formação do médico. Sugere-se a criação de condições para expressão corporal e verbalização. Ressaltam-se a interconsulta, a interdisciplinaridade e a operacionalização de um Serviço de Apaio ao Educando como condições básicas para a humanização do processo e dos atores.
  • Conhecimento de Discentes do Curso de Graduação em Medicina sobre Vias de Parto

    Leite, Yasmin Sendrete de Carvalho Oliveira; Giuliano, Erika Cristina Napolitano; Dias Júnior, Sérgio Alves; Silva, Marcela Souza da; Terra, Fábio de Souza; Ribeiro, Patrícia Mônica (Associação Brasileira de Educação Médica, 2020-10-28)
    Resumo: Introdução: As taxas de cesáreas no mundo todo têm apresentado valores acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde, especialmente no Brasil, e, com isso, trata-se de um problema de saúde pública. As principais causas para esse cenário se encontram na orientação e no suporte fornecidos pelo profissional de saúde, principalmente pelo médico. Assim, a formação do discente de Medicina pode impactar o seu perfil como profissional. Este estudo teve como objetivo avaliar o perfil e o conhecimento de acadêmicos do curso de Medicina de uma universidade pública acerca das vias de parto. Método: Trata-se de um estudo quantitativo de natureza descritiva e de corte transversal que se desenvolveu em uma universidade pública do sul de Minas Gerais com 165 acadêmicos do curso de Medicina, do quarto, sexto, oitavo e décimo períodos. Para a coleta de dados, aplicou-se um questionário semiestruturado, contendo 57 questões, após a aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa. Os dados foram tabulados e avaliados por meio de frequência e também expressos em porcentagem. Resultados: Constatou-se que 89,09% dos estudantes acertaram a indicação de via de parto no caso de gestantes de baixo risco sem intercorrências, já para a via de parto de gestantes diabéticas e com pré-eclâmpsia, apenas 25,45% e 18,18%, respectivamente, acertaram. Verificou-se também que 75,15% dos estudantes consideram que o uso de mais tecnologia durante o parto o torna mais benéfico para a mãe e o bebê, e 77,58% dos participantes não indicariam a cesariana por causa das comodidades. Conclusões: Pode-se concluir que existem discrepâncias quanto às respostas obtidas pelos participantes do estudo. É importante que novas pesquisas sejam feitas para avaliar as fragilidades na matriz curricular visando formar profissionais médicos que possam contribuir para a mudança do cenário obstétrico do país.

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