• Política de interesses, política do desvelo: representação e "singularidade feminina"

      MIGUEL LUÍS FELIPE (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunica, 2001)
      O artigo discute diferentes estratégias de justificação da adoção de quotas eleitorais por sexo, com ênfase naquelas que reivindicam um estatuto moral diferenciado para as mulheres. Elas introduziriam um novo tipo de política, mais desinteressado e altruísta, reflexo do seu treinamento social como responsáveis pelo cuidado com os mais fracos (a começar pelas crianças). No entanto, essa "política do desvelo" ou "política maternal" termina por perpetuar a inserção subordinada das mulheres no mundo da política, na medida em que o cartão de ingresso é exatamente a negação da ação em defesa dos próprios interesses.
    • Gênero e educação

      LOURO,GUACIRA LOPES; Meyer,Dagmar Estermann (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Derechos de propiedad, herencia de las esposas e igualdad de género: aspectos comparativos entre Brasil e Hispanoamérica

      DEERE,CARMEN DIANA; LEÓN,MAGDALENA (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      En América Latina durante el curso del siglo XX se lograron considerables avances para fortalecer los derechos de propiedad de la mujer casada. Sin embargo, se ha prestado atención limitada a los derechos de herencia de las esposas. La revisión de las normas legales en doce países permite argumentar que las viudas están a menudo en una posición de desventaja en comparación con las hijas/os de la pareja. Las normas sobre herencia no fueron diseñadas para dar a las viudas la posibilidad de autonomía económica, por medio del control de la finca familiar o los negocios. Si se tiene en cuenta la diferencia de género a favor de la mujer en la expectativa de vida y la cobertura limitada de las mujeres en la seguridad social (especialmente las rurales) en la mayoría de los países, las mujeres son particularmente vulnerables cuando enviudan. Es urgente que el movimiento de mujeres tenga en cuenta en su agenda el tema de los derechos de herencia, en razón de que su fortalecimiento es necesario para el logro de la redistribución de la propiedad y de una al igualdad de género
    • Discutindo Identidades: multiplicidades políticas, culturais e de gênero

      CARVALHO,LILIANE EDIRA FERREIRA (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Mau aluno, boa aluna?: como as professoras avaliam meninos e meninas

      Carvalho,Marília Pinto de (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      Baseado em pesquisa qualitativa numa escola pública de ensino fundamental de São Paulo, o artigo discute os critérios de avaliação escolar das professoras, apontando em que medida suas opiniões sobre masculinidade e feminilidade interferiam em seus julgamentos e o que era mais valorizado no comportamento de meninas e meninos. Conclui pela urgência de promover essa reflexão no campo educacional, pois, se já eram marcantes em sistemas de avaliação mais formalizados, com testes, atribuição de notas e organização da escola em séries, as hierarquias de gênero parecem tornar-se mais poderosas nas chamadas avaliações de processo, em curso na maioria das escolas brasileiras, a partir do sistema de ciclos.
    • Feminismo e psicanálise, ainda...

      Lago,Mara Coelho de Souza (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Teoria queer: uma política pós-identitária para a educação

      LOURO,GUACIRA LOPES (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      As chamadas "minorias" sexuais são, hoje, muito mais visíveis do que antes, e, conseqüentemente, torna-se mais acirrada a luta entre elas e os grupos conservadores. Esse embate, que merece uma especial atenção de estudiosos/as culturais e educadores/as, torna-se ainda mais complexo se pensarmos que o grande desafio não consiste, apenas, em assumir que as posições de gênero e sexuais se multiplicaram e escaparam dos esquemas binários; mas também em admitir que as fronteiras vêm sendo constantemente atravessadas e que o lugar social no qual alguns sujeitos vivem é exatamente a fronteira. Uma nova dinâmica dos movimentos (e das teorias) sexuais e de gênero está em ação. É dentro desse quadro que a teoria queer precisa ser compreendida. Admitindo que uma política de identidade pode se tornar cúmplice do sistema contra o qual ela pretende se insurgir, teóricos/as queer sugerem uma teoria e uma política pós-identitárias. Inspirados no pós-estruturalismo francês, dirigem sua crítica à oposição heterossexual/homossexual, compreendida como a categoria central que organiza as práticas sociais, o conhecimento e as relações entre os sujeitos. O que, afinal, esta teoria tem a dizer para o campo da Educação?
    • Um roteiro da construção social da "violência de gênero": conflitos interpessoais e judiciarização

      Rifiotis,Theophilos (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Mídia e educação da mulher: uma discussão teórica sobre modos de enunciar o feminino na TV

      FISCHER,ROSA MARIA BUENO (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      Neste trabalho discutem-se os conceitos de poder, subjetivação e (a)normalidade, de Michel Foucault, bem como os conceitos de cultura e diferença propostos por Homi Bhabha, em relação à temática da enunciação do feminino, conforme a psicanalista Maria Rita Kehl. Tal discussão é feita no sentido de expor a fundamentação de uma pesquisa em andamento sobre a subjetividade feminina na mídia televisiva, a qual dá continuidade a investigações anteriores, cujos resultados são também brevemente comentados. O que está em jogo é uma descrição de como se constrói um discurso sobre as mulheres em diferentes produtos televisivos, atentando para os vazios do simbólico em relação ao feminino. Este, conforme Kehl, tanto para os homens como para as mulheres, "constitui a dimensão maldita na nossa cultura", já que as mulheres estariam historicamente numa posição em que o sujeito é sempre o outro: ou o pai, ou a mãe fálica ou o parceiro.
    • Sexualidades, nacionalidades e escolarização

      Meyer,Dagmar Estermann (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • A guerra para tornar-se humano: Tornar-se humano em tempo de guerra

      TADIAR,NEFERTI (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Idéias feministas sobre bioética

      OLIVEIRA,FÁTIMA; FERRAZ,THEREZA CAMPANILLE; FERREIRA,LÍVIA CRISTINA OLIVEIRA (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • A construção do masculino: dominação das mulheres e homofobia

      WELZER-LANG,DANIEL (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      A partir de definições de homofobia e de heterossexismo, este artigo explora a profundidade heurística das relações sociais de sexo transversais ao conjunto de pessoas e grupos de gênero, no interior de um quadro teórico que rompe com definições naturalistas e/ou essencialistas dos homens. O texto analisa os esquemas, o habitus, o ideal viril, homofóbico e heterossexual que constroem e fortalecem a identidade e a dominação masculina. Para desenvolver este argumento, o autor faz uma vasta revisão bibliográfica da literatura feminista francesa contemporânea.
    • Traduzindo identidades

      Cunha,Maria Teresa Santos (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Mulheres em Santa Catarina: com quantos modos de faz uma História?

      MOREIRA,MARIA DE FÁTIMA SALUM (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Orientação sexual nos parâmetros curriculares nacionais

      Altmann,Helena (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      A sexualidade é atualmente vista como um problema de saúde pública, sendo a escola local privilegiado de implementação de políticas públicas que promovam a saúde de crianças e adolescentes. Assim, ela foi constituída, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), em tema transversal, a fim de disseminar-se por todo campo pedagógico e irradiar seus efeitos em domínios os mais heterogêneos, dentre outros, na Educação Física. Esta pesquisa analisou o dispositivo da sexualidade nos PCNs, buscando identificar a concepção de sexualidade ali presente, a singularidade histórica desta proposta e seus possíveis efeitos na escola e, mais especificamente, na Educação Física.
    • Um olhar feminino sobre o anarquismo?

      Pedro,Joana Maria (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Paternidades e masculinidades em contextos diversos

      UNBEHAUN,SANDRA (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
    • Modelos nacionais e regionais de família no pensamento social brasileiro

      Souza,Candice Vidal e; BOTELHO,TARCÍSIO RODRIGUES (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      As revisões sobre os estudos clássicos de família no Brasil convergem na crítica ao patriarcalismo como modelo genérico e fixo de descrição dessa instituição, propondo que a família brasileira era uma pluralidade dispersa de experiências. Sugerimos que já nas narrativas ensaísticas sobre a identidade nacional existem modelos plurais de família brasileira, diversificados em termos da compreensão dos arranjos locais de relações familiares. Com esse objetivo, relemos, sob o eixo família-nação-região, dois conjuntos de ensaístas significativos para a construção de identidades regionais particulares (primeiro, Alfredo Ellis Jr. e Cassiano Ricardo; segundo, Alceu Amoroso Lima e Sylvio de Vasconcellos), pensadores/produtores de visões de São Paulo e de Minas Gerais, respectivamente, enquanto culturas e sociedades em grande parte caracterizadas por suas experiências de organização familiar própria.
    • Educação formal, mulher e gênero no Brasil contemporâneo

      ROSEMBERG,FÚLVIA (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2001-01-01)
      O objetivo do artigo é evidenciar o descompasso entre a situação de homens e mulheres no sistema educacional brasileiro e as metas nacionais e internacionais de igualdade de oportunidades de gênero na educação. Para tanto analisa e interpreta estatísticas educacionais, resoluções das conferências internacionais da década de 1990 e documentos de instâncias multilaterais, governamentais e não-governamentais sobre a questão. Conclui assinalando o caráter ideológico de várias interpretações, sugerindo a necessidade de aprofundamento teórico sobre o tema.