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    • A mulher em cursos de ciências, tecnologia, engenharia e matemática no ensino superior moçambicano

      Uamusse,Amália Alexandre; Cossa,Eugenia Flora Rosa; Kouleshova,Tatiana (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo Neste artigo tem-se como objectivo estimular a reflexão sobre as diferenças de género nos cursos de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) no ensino superior moçambicano, tendo como base a avaliação da situação dos anos 2013 a 2017. O estudo procura identificar as principais causas e propor acções de intervenção para promover o acesso e maior participação de raparigas e mulheres. Dada a sua natureza qualitativa, os dados foram colectados através da análise documental e revisão de literatura relevantes, enfocando na situação geral do acesso ao ensino superior pela mulher, particularmente nos cursos de STEM, considerando tendências mundiais e locais e sem descurar os factores socioculturais, políticos e históricos que influenciam na escolha de cursos e/ou profissões pelas mulheres. Os resultados indicam que a participação integral da mulher nos cursos de STEM ainda é um desafio enorme em Moçambique, necessitando de adopção de estratégias para a promoção de igualdade de oportunidades para mulheres e homens no acesso ao conhecimento científico no geral e em estudos e exercício profissional na área de STEM.
    • Construindo o 14º Congresso Mundos de Mulheres

      Zucco,Luciana Patrícia; Gasparetto,Vera Fátima; Casimiro,Isabel Maria Alçada Padez Cortesão (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • O campo dos estudos de gênero em Moçambique/África

      Gasparetto,Vera Fátima (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo Neste artigo traçamos um quadro da organização do campo dos estudos de gênero em Moçambique, seu diálogo com os estudos de gênero em África e também em âmbito transnacional, assim como sua contribuição para as lutas dos movimentos sociais. O objetivo é perceber parte da trajetória das acadêmicas, sua constituição epistemológica e sua área de influência. Proporcionamos, assim, um panorama da sua história, dos temas que vêm sendo debatidos, das perspectivas, das controvérsias, das conexões, das tensões e como essas contribuem para a formação de um campo de estudos de gênero moçambicano.
    • Da autonomia do Fórum Mulher na arena pública moçambicana

      Nipassa,Orlando Júlio André (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo Vozes da opinião pública e alguma literatura científica afirmam que as organizações da sociedade civil moçambicana não têm autonomia, dado que dependem da ajuda externa para a sua sobrevivência. Com base na investigação que realizamos entre os anos 2010-2018, primeiro no âmbito dos meus estudos doutorais e, posteriormente, no plano da linha de pesquisa que estabeleci no Departamento de Sociologia da Universidade Eduardo Mondlane, não concordamos com esta afirmação categórica e, neste artigo, argumentamos que, não obstante o fator dependência da ajuda externa, entre outros constrangimentos inerentes ao contexto de pobreza que o país atravessa, algumas organizações da sociedade civil, como é o caso do Fórum Mulher, revelam um sentido de autonomia. Esta lhes permite se afirmarem como sujeitos e fazerem intervenções bem-sucedidas na arena pública nacional, contribuindo assim para a aprovação de leis e políticas públicas que buscam acautelar a igualdade de género e os direitos da mulher.
    • É preciso visibilizar as alternativas “silenciadas do Sul”: entrevista com a moçambicana Isabel Casimiro

      Gasparetto,Vera Fátima (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Catanas contra o neoliberalismo-patriarcal em tempos de Aids

      Rocha,Solange Guerra; Vieira,Ana Cristina de Souza; Barbosa Filho,Evandro Alves; Casimiro,Isabel Maria Alçada Padez Cortesão (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo: Neste artigo, o objetivo é analisar como as relações sociais de classe, raça e gênero se articulam na história de Moçambique pós-independência para produzir uma realidade de vulnerabilidade estrutural das mulheres ao vírus da imunodeficiência humana (HIV). A pesquisa bibliográfica adota a teoria social crítica para analisar as políticas governamentais, relatórios de ONGs nacionais e internacionais, pesquisas acadêmicas e outros. No país, as relações de classe, gênero e tradições culturais reafirmam o domínio dos homens sobre a sexualidade, a força de trabalho, a terra e propriedade e a cidadania das mulheres, numa intersecção com o ideário neoliberal, afirmando, não sem resistências das mulheres e suas organizações, o lugar de subalternidade e vulnerabilidade das mulheres em um contexto de epidemia generalizada de HIV/AIDS combinada à pobreza.
    • Mulher moçambicana: cultura, tradição e questões de género na feminização do HIV/SIDA

      Maúngue,Hélio Bento (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo Este texto reflecte sobre as experiências quotidianas vividas por 20 mulheres pobres e infectadas pelo vírus do HIV residentes na cidade de Maputo. Procura entender como elas estruturam o seu quotidiano no contexto das relações sociais que estabelecem. Coloca em comunicação questões de género e outras questões socioculturais e de tradição específicas em contacto com o campo da saúde. Estas mulheres experimentam um quotidiano marcado por obstáculos, desafios e enfrentamentos como parte da face feminizada do HIV e SIDA. Elas lidam com diferentes manifestações de vulnerabilidade antes e pós-infeção, onde as relações de género e as práticas culturais e tradicionais contribuem para a feminização do cenário da seroprevalência. As questões de género, as práticas culturais e tradicionais não as tornam diferentes de outras mulheres, mas o estado serológico torna tudo mais esforçado no quotidiano das mesmas. Essas questões influenciam no processo de infecção e de experiência com e da doença.
    • Militantes invisíveis: as cabo-verdianas e o movimento independentista (1956-1974)

      Coutinho,Ângela Sofia Benoliel (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
      Resumo Tendo a participação de mulheres cabo-verdianas no movimento independentista sido grandemente ocultada no país já independente, através da consulta de diversos arquivos e da realização de entrevistas, foi possível identificar um número muito maior de mulheres que militaram activamente pela independência do que o que tem sido divulgado até a data. Tendo sido possível reconstituir as trajectórias políticas das que aderiram na fase inicial, antes do começo do conflito armado na Guiné-Bissau, em 1963, neste artigo procura identificar-se as formas adoptadas tanto pela polícia política portuguesa como pelo próprio Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e de Cabo Verde (PAIGC) de ocultação desta presença e participação, ainda antes da independência de Cabo Verde, proclamada em 1975.
    • Armadilhas da culpabilização materna

      Ávila,Alana Aragão (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Explorando la sala oscura: el cine porno como espacio (literario) subversivo

      Peralta,Jorge Luis (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Uma chuva constante

      Monaco,Helena Motta (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Representações de gênero em Vira-Vira, Violeta

      Diniz,Rozeane Porto; Karlo-Gomes,Geam (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Prácticas generizadas del tango milonguero

      Castelao-Huerta,Isaura (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Você pode ser gorda: questões para os feminismos

      Almeida,Lysia da Silva (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Argentina, Brasil, Chile entre feminismos e os direitos das mulheres

      Aleixo,Mariah Torres (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • A família no centro das disputas políticas nos Estados Unidos

      Santos,Rayani Mariano dos (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Pandemia na necroeconomia neoliberal

      Wolff,Cristina Scheibe; Minella,Luzinete Simões; Lago,Mara Coelho de Souza; Ramos,Tânia Regina Oliveira (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2020-01-01)
    • Violencia de género, feminismo y representación en Cuba

      García,Yuliuva Hernández (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2019-01-01)
      Resumen: El artículo presenta un análisis teórico-metodológico de los estudios sobre violencia contra las mujeres por motivos de género en Cuba, problemáticas que presenta el feminismo cubano actual y los vínculos de estas cuestiones con el fenómeno de la representación, tomando como referente para el debate y crítica las investigaciones sobre el tema por más de diez años en el municipio Moa. El análisis se realiza sobre la base teórica y metodológica del feminismo descolonial, en su especial interrelación con las Epistemologías del Sur, para ofrecer otras posibles alternativas de transformación para la ciencia y el activismo feministas cubanos, los estudios sobre violencia en específico y la práctica política feminista en general en los actuales momentos que vive el país.
    • Gênero e ensino de Artes Visuais: desafios, armadilhas e resistências

      Dias,Taís Ritter; LOPONTE,LUCIANA GRUPPELLI (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2019-01-01)
      Resumo: Este artigo origina-se de uma inquietação suscitada pela ausência de pesquisas acadêmicas que articulem estudos de gênero e ensino de Artes Visuais. Para friccionar e problematizar o silêncio que ronda este tema, realizamos três movimentos. Iniciamos contextualizando alguns impasses que reiteradamente têm afastado a discussão de gênero da disciplina; em seguida, realizamos a análise de alguns artigos - disponíveis nos anais de dois importantes eventos da área de arte e educação - que abordam a temática. Nessa análise, lançamos mão dos conceitos gênero, poder e resistência, apreendidos de autores e autoras vinculados ao pós-estruturalismo, visando ao apontamento de alguns desafios colocados por esses artigos. No último movimento, esboçamos algumas intervenções feministas, ensejando que tais discussões se proliferem no ensino de arte.
    • Corpo infectado/corpus infectado: aids, narrativa e metáforas oportunistas

      Alós,Anselmo Peres (Centro de Filosofia e Ciências Humanas e Centro de Comunicação e Expressão da Universidade Federal de Santa Catarina, 2019-01-01)
      Resumo: A constante presença do corpo nas narrativas de aids (e a consequente problematização do seu status ontológico) é apenas uma recorrência temática, ou estaria ligada a processos metafóricos e alegóricos que apontam para uma discussão para além da corporeidade humana? Mais do que isso, constantes em todas as narrativas de aids são a urdidura que confronta, simultaneamente, uma micropolítica do desejo, relacionada ao exercício ascético com a construção do si mesmo através da dicção literária (não raro extrapolando os limites entre ficção e biografia), e uma preocupação com os compromissos do discurso literário com a vida política e social de seus respectivos países de origem.