Abstract
Este artigo pretende reconstituir a concepção de Biopolítica em Giorgio Agamben. Em diálogo com Hannah Arendt, o pensador italiano retoma a distinção entre zoé e bios, todavia considerando-a a cisão biopolítica originária. Essa cisão funda uma relação de inclusão excludente (exceptio) presente em toda relação do Poder Soberano com a vida nua, de modo que esta se encontra excluída da vida política e ao mesmo tempo é nela incluída de forma subalterna. Essa cisão é posta pela própria Soberania política; por isso, para Agamben, o Poder Soberano é essencialmente, desde os gregos, um Biopoder. Com base nessa tese, delineiam-se suas aproximações e seus distanciamentos da perspectiva da Biopolítica inaugurada por Michel Foucault.Date
2016-12-01Type
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oai:doaj.org/article:8c40835643c14d058c909f627c4d13e51984-9206
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