Bursztyn, Marcel2019-09-252019-09-252017-02-0320051981-8769http://hdl.handle.net/20.500.12424/162956"Não entendo que deva haver decrescimento, e sim outro padrão de crescimento, compatível com os princípios da sustentabilidade do desenvolvimento. Nos países mais ricos, onde o bem-estar geral é elevado, a questão crucial é a do reordenamento da pauta de consumo, introduzindo maior parcimônia no uso dos recursos da natureza, minimização da geração de resíduos (principalmente dos não-degradáveis), maior reaproveitamento dos resíduos, busca de eficiência energética, atenção ao comércio justo, entre outras mudanças. No caso dos países mais pobres, a pauta é a mesma, mas há questões imediatas, cuja premência se sobrepõe à própria agenda ambiental de longo prazo, por se tratar de condições básicas de sobrevivência e de qualidade de vida. Ali, além da satisfação de necessidades básicas, como alimentação, o saneamento ambiental (água potável, esgoto, coleta e tratamento de lixo e rede de águas pluviais), há grande déficit de educação e saúde. A distribuição de renda só gerará efeitos positivos, quando acompanhada de crescimento geral da economia, pois a riqueza nacional (PIB) é baixa. É preciso ficar claro que o desenvolvimento sustentável não pressupõe a reversão da dinâmica econômica, mas sim sua reorientação."porWith permission of the license/copyright holderLeft governmenteconomydecreaseenvironmentsustainable developmentPolitical ethicsGovernance and ethicsDevelopment ethicsEconomic ethicsEnvironmental ethicsÉ preciso desmistificar a idéia de que governos de esquerda são mais corretos ambientalmenteArticle