Junges, Márcia2019-09-252019-09-252016-10-0720161981-8763http://hdl.handle.net/20.500.12424/158002"Um regime que não reconhece a lei, porém sua exceção permanente, “não conhece a técnica, senão como imperialismo; não sabe do outro mais do que como inimigo; não conhece o exército, senão como aparato policial; converte o silêncio em seu aliado mais forte, combinado com uma estetização completa da vida social; reduz a noção de progresso à extensão de suas rodovias e vislumbra o passado apenas como um mito que, tendo sido esquecido por muito tempo, é reeditado em e como presente”. Contudo, Karmy adverte que é preciso problematizar não apenas o fascismo, mas também o discurso humanista: “O fascismo, diríamos, é um humanismo. Para o fascismo, trata-se de salvar a ‘raça’ que serão os últimos propriamente ‘humanos’ que sobreviveram à invasão parasitária dos ‘outros’ (muçulmanos, judeus, índios, negros etc.)” E acrescenta: “Somente como ‘humanismo’ o fascismo pode identifiar o ‘outro’ como não ‘humano’ e fazer do fascista um ‘humano’ nesse mesmo ato de exclusão – de sacrifício”."porWith permission of the license/copyright holderfascismneoliberalismdemocracyTerror as a daily infatuationPolitical ethicsEthics of political systemsCultural ethicsCultural/intercultural ethicsO fascismo vive em nós através do dispositivo do neoliberalismo [Fascism lives in us through the neoliberalism of the device]Article