Transparency International2019-09-252019-09-252011-04-0620081998-6408http://hdl.handle.net/20.500.12424/177585"Os conceitos militares tradicionais sobre a segurança do Estado abriram espaço para incluir um leque mais amplo de ameaças a cidadãos e comunidades (veja as caixas de texto). Comércio de contrabando, fluxos descontrolados de migração e refugiados, violência praticada pelo próprio governo, fraudes nas eleições, pandemias e degradação ambiental — todos esses subprodutos da corrupção fazem parte da crescente lista de questões atuais de segurança. Quando os riscos de corrupção e segurança são concomitantes, a mistura pode comprometer a segurança de milhões em benefício de poucos. Uma ação corrupta pode desencadear uma série de ocorrências que comprometem a segurança, colocando em risco a estabilidade. Subornos e propinas podem ser usados para ajudar terroristas a atravessar as fronteiras e alcançar os seus objetivos, como já foi amplamente documentado em países como a Quênia e a Rússia, Marrocos e Tailândia. Redes criminosas muitas vezes fazem uso de pagamentos de indenização para produzir bens de contrabando que financiam as suas atividades anti-governamentais, como já ocorreu em grupos armados na Armênia, Azerbaijão e Geórgia.1 Receitas públicas geradas a partir de recursos naturais podem ser desviadas por políticos e usadas para financiar armamentos para as forças governamentais e manter o status quo dos governos, como ocorreu no Sudão e Chade. Como cada um desses casos demonstra, diferentes tipos de corrupção têm impactos diferentes que colocam em risco amplos sistemas de segurança dos países."porWith permission of the license/copyright holderhuman dignityglobalizationPolitical ethicsEconomic ethicsCommunity ethicsCorrupção e (In)segurançaJournal