Saad Hossne, William2019-09-252019-09-252014-11-232009http://hdl.handle.net/20.500.12424/214627"Considerando as limitações do principialismo frente à crescente multiplicidade e complexidade das questões bioéticas, julgamos válido o equacionamento de tais questões à luz de “referenciais” (Hossne, 2006). Nesta vertente englobam-se, além dos princípios (adotados, porém, sem “fundamentalismo”) da autonomia, da não maleficência, da beneficência e da justiça), a prudência, a vulnerabilidade, a equidade, a alteridade, o altruismo, a integridade, a solidariedade, a privacidade e a confidencialidade.Dentro desta visão e postura, em trabalho anterior, discutiu-se a prudência (Hossne, 2008).Na presente publicação se procura analisar a vulnerabilidade como referencial da Bioética.Com este objetivo discute-se a situação de ser e de estar vulnerável, em sentido amplo e no campo da bioética, em particular na área da saúde assistencial e na área da pesquisa biomédica.No que se refere à pesquisa é analisada também a questão da vulnerabilidade tal como enfocada nas diretrizes e normas internacionais e brasileiras.Do ponto de vista conceitual procura-se demonstrar que o referencial da vulnerabilidade guarda relação não apenas com o chamado princípio da autonomia, como é classicamente afirmado, mas também com a da justiça e o da dignidade.Ao final, procura-se caracterizar a vulnerabilidade como referencial da bioética entendida em seu sentido abrangente, além da biomedicina.Enfatiza-se a idéia de que a vulnerabilidade deva ser considerada como estado sindrômico que exige avaliação quanto à sua etiopatogenia, fisiopatologia, terapêutica, prognóstico e efeitos colaterais e de que a vulnerabilidade deva ser encarada de modo amplo (sistêmico) e não restrita apenas ao sujeito (paciente ou sujeito da pesquisa) e não se resgata simplesmente com a obtenção do termo de consentimento, não obstante sua importância essencial" ["Considering the limitations of principialism before the increasing multiplicity and complexity of bioethical questions, we consider approaching such questions in the light of “ground principles” (Hossne, 2006) an advance. In this trend we add to the principles (adopted without “fundamentalism”) – autonomy, non-maleficence, beneficence and justice), prudence, vulnerability, equity, alterity, altruism, the integrity, solidarity, privacy, and confidentiality. From this perspective and opinion we discussed in a previous work about prudence (Hossne, 2008). In the present publication we aim to analyze vulnerability as a ground principle of Bioethics. We discuss the condition of being vulnerable, temporarily or not, in a broad sense within the field of bioethics, in particular in the area of health care and biomedical research. As for research it is also analyzed the question of vulnerability as focused in international and Brazilian guidelines. From the conceptual point of view we seek to show that the ground principle of vulnerability links not only the principle of autonomy, as classically assumed, but also with that of justice and dignity. With this end in view, we seek to characterize vulnerability as a ground principle of bioethics understood in its inclusive sense, beyond biomedicine. We emphasize the idea that vulnerability must be considered as been syndromic condition that requires evaluation regarding its etiopathogeny, physiopathology, therapeutics, prognostic, and side effects, besides the idea that vulnerability must be faced in a broad (systemic) way and not restricted only to individuals (patients or research subjects), something which is not respected simply by having an informed consent term signed, although this is also essential"]porCreative Commons Copyright (CC 2.5)Bioethics-ground principlesVulnerabilityBioethicsequityMethods of ethicsPhilosophical ethicsBioethicsMedical ethicsDos referenciais da Bioética [Bioethics ground principles]Article