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Hume e o “eu” como um teatro das percepções [Hume and the "I" as a theater of perceptions]

Olivier da Silva, André Luiz
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Abstract
"Ao investigar o problema da identidade pessoal, Hume indagou se haveria uma impressão sensível que correspondesse diretamente às ideias que se referem a um “eu” pensante – como as ideias de alma, consciência e substância. O presente trabalho aborda a resposta empirista de Hume a esse problema, segundo a qual não podemos apontar uma impressão adequada a essas ideias e o máximo que podemos fazer em uma investigação filosófica é descrever o modo como essas ideias são geradas na natureza humana. Tais ideias não passam de ficções da imaginação e surgem como um equívoco da mente humana sobre a continuidade dos objetos físicos percebidos ao longo da sucessão temporal, pois a mente imagina objetos e pessoas com existências contínuas e invariáveis, como se a descontinuidade percebida por nossa natureza fosse descartada no processo de observação dos corpos e outras mentes. Para Hume, as ficções da imaginação, juntamente com as lembranças da memória, fomentam a produção de crenças na ideia de que certos corpos físicos possuem consciência e constituem, mesmo com o movimento do tempo, uma identidade pessoal" ["Inquiring the problem of personal identity, Hume wondered if there was a sensory impression that would correspond directly to the ideas that refer to a “self” thinking - how the ideas of soul, consciousness and substance. This paper discusses the empiricist answer given by Hume, according to which a proper impression of these ideas can not be pointed and the most we can do in a philosophical investigation is to describe how these ideas are generated in human nature. Such ideas are fictions of imagination and emerge as a misunderstanding of the human mind on the continuity of physical objects perceived along the temporal succession, once the mind imagines objects and people with continuous and invariable existence, as if the discontinuity perceived by our nature was not relevant to the observation of bodies and other minds. For Hume, the fictions of the imagination, along with reminiscences from memory, promote the production of beliefs on the idea that certain physical bodies have consciousness and are, even with the movement of time, a personal identity"]
Note(s)
Topic
Type
Article
Date
2014
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