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A radicalização da democracia depende de gente inquieta [The radicalization of democracy depends on restless people]
Junges, Márcia
Junges, Márcia
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"N ão há desinteresse pelas eleições, mas sim um novo modo de levá-las adiante. “As organizaçõesda sociedade civil se tornam tão formidáveis como os partidos políticos, mas com uma diferença, o mais importante é o candidato que se destaca no âmbito local”, assinala o cientista socialEdson Passetti. Analisando as possibilidades da radicalização da democracia, convertendo-senuma democracia direta, o professor afima que esta é “inventiva, recoloca a possibilidade davida igualitária e libertária. Os anarquistas a experimentaram em acontecimentos como a Comuna de Paris, a Revolução espanhola, por breve tempo na Revolução russa e em situações de ‘paz’ em vários países, inclusive no Brasil, nas primeiras décadas do século passado”. Para Passetti, “a radicalização da democracia depende de gente inquieta”. O problema, declara, não se encontra nos limites da democracia, “mas em acompanhar sua expansão planetária. Não há Estado de Direito sem produção de miséria. Isso é capitalismo. E a miséria material ganha uma nova parceira: a miséria imaterial"
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Topic
Type
Article
Date
2010
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